É possível transformar o hobby em trabalho?

25 de agosto de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Hobby

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Nunca é tarde para tirar as boas ideias da gaveta e colocá-las em prática. Em outras palavras, empreender. Um exemplo animador é a trajetória do engenheiro mecânico alemão Ulf Bogdawa, de 52 anos, proprietário da SkyDrones. Há quatro anos, ele decidiu transformar o hobby pelo aeromodelismo em inspiração e fundou a empresa que desenvolve micro vant, veículo aéreo não tripulado.


Micro vant é um veículo aéreo não tripulado ideal para o mapeamento de grandes áreas

Apesar de a sua utilização não ser regulamentada, eles servem, entre outras coisas, para mapeamentos aéreos de grandes áreas. Atualmente, a SkyDrones é referência no País e, em função da restrição de comercialização, vende os seus produtos para laboratórios e institutos de pesquisa. Mesmo assim, no cenário mundial a estimativa é de que até 2020 esse segmento gere 60 bilhões de dólares.

E para aqueles que acreditam que empreender é exclusivo para jovens, algumas características mostram que as experiências de vida são fundamentais no momento de abrir e manter o seu próprio negócio. Segundo Bogdawa, ter uma trajetória profissional faz com que algumas possíveis armadilhas do mundo dos negócios fiquem mais visíveis. Ao mesmo tempo, é mais fácil gerenciar momentos de dificuldades.  “Diziam que eu começaria do zero. Ao contrário, trago uma longa bagagem de experiência. Depois de uma determinada idade se tem doses maiores de paciência para lidar com os negócios. A experiência também ajuda a prever possíveis problemas e evitá-los”, garante o empresário.

Empreender às vezes está no DNA

Natural da Alemanha, ele recorda que o empreendedorismo sempre foi estimulado pela família, como se já estivesse inserido no DNA. Os pais deixaram o país de origem na década de 70. Na época, o pai previu a abertura de um grande mercado brasileiro. “Mesmo sem saber falar uma palavra em português ele trouxe a família e se tornou um dos primeiros exportadores de calçados no País”, recorda.

Antes de ter a sua própria empresa, Bogdawa esteve à frente de uma empresa de automoção. “Aprendi muito com os altos e baixos de um negócio. O dia a dia. Conhecer as armadilhas e ver que nem sempre é possível apostar tudo num único projeto”, recomenda. Outra dica é atenção com o governo, que nem sempre segue o mesmo ritmo exigido pelo mercado empresarial.  “Os negócios poderiam ser bem maiores se houvesse a legislação regulando o comércio e a utilização do micro vant ou drones. Só que infelizmente, isso não ocorre. Nas melhores hipóteses talvez isso aconteça até a metade do ano que vem. É uma pena”, lamenta ele, recordando que foi um dos idealizadores da legislação para regular o serviço.

O boom do empreendedorismo na terceira idade

Estima-se que cerca de 650 mil idosos brasileiros sejam empreendedores. E, com a elevação da expectativa de vida, a tendência é que esse número só cresça. A projeção do IBGE é de que até 2020 cerca de 30 milhões de pessoas tenham mais do que 60 anos. E, provavelmente, esse quase exército não ficará de braços cruzados.

Segundo o Sebrae - referência em empreendedorismo, iniciar um projeto após os 60 anos tem as suas vantagens, como a experiência, a disposição e, um detalhe importante, maturidade.

Que tal refletir um pouco sobre aquele projeto que estava escondido no fundo da gaveta e analisa-lo com mais carinho e atenção. Talvez o momento seja agora!



Ulf Bogdawa (E) decidiu investir no hobby e tornou a paixão pelo aeromodelismo em trabalho

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Tags: Trabalho,

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