A sombra dos metais pesados no seu dia

27 de março de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Saúde

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Fantasmas que muitos achavam estar sepultados nas antigas aulas de química do colégio voltaram a assombrar quem está realmente preocupado com a saúde. Mercúrio, cromo, arsênio, chumbo e cádmio são alguns dos metais pesados que estão mais perto de nossas famílias do que imaginamos. Com potencial para provocar diferentes males ao organismo, são uma ameaça quando ingeridos em níveis elevados justamente pela dificuldade de serem identificados e removidos. Entre as pessoas mais suscetíveis estão idosos e crianças, alerta o professor do Departamento de Microbiologia da Universidade de São Paulo (USP), Mario Júlio Ávila Campos.

O consumo de água contaminada, de alimentos oriundos de solo onde foi feito uso de fertilizantes, peixes e o próprio ar são algumas das fontes de metais pesados que podem afetar os seres humanos. Outro fator de preocupação é o uso de metais pesados na indústria. E eles estão em vários produtos, como embalagens, cosméticos, maquiagens e desodorantes.

A nutricionista Luiza Dallegrave confirma que a contaminação representa um risco enorme para a saúde porque, quando se acumulam no organismo, os metais são difíceis de serem eliminados, correndo o risco de agirem, inclusive, como agentes cancerígenos. Entre as consequências nocivas dos metais pesados para a saúde estão a diminuição do sistema cognitivo e intelectual, danos aos rins, alterações no sistema reprodutivo, perda de peso e hemorragia.

Atenção para o que você põe na panela

Um dos riscos de contaminação por metais pesados está justamente na forma de preparo dos alimentos. A utilização de panelas de alumínio é um dos alertas, já que há a possibilidade de a água contaminar os alimentos durante o cozimento. A engenheira Elaine Cristina Bocalon, da Escola de Engenharia São Carlos, da USP, atestou o problema. Em recente pesquisa, ela constatou que o cozimento de arroz e feijão nestes recipientes ocasiona uma transferência do alumínio acima dos níveis tolerados pelas entidades médicas. A contaminação depende da água utilizada, do recipiente e do alimento, mas também varia de acordo com o PH e a salinidade da água em índices que oscilam de 25% a 160%. O metal causa inflamações, afeta os pulmões e já há estudos que encontraram concentrações de alumínio no cérebro de pessoas que morreram com o Mal de Alzheimer.
A recomendação é que se opte por panelas de teflon, mas é preciso que o material não esteja desgastado por conta do uso de esponjas de aço. Até o momento, não foi comprovada contaminação nos alimentos por tal substância.

Apesar do alerta, especialistas garantem que não há motivo para pânico. Isso porque diariamente estamos em contato com os metais pesados, como sódio, potássio, cálcio, ferro, zinco, cobre, níquel e magnésio, considerados essenciais para a saúde humana. Outros como cromo, zinco, ferro, cobalto, manganês e níquel têm potencial para exercer funções vitais no organismo, mas também oferecem riscos se consumidos em doses elevadas.

Os metais e seus efeitos no organismo

Chumbo
Onde encontrar: pode ser encontrado na fabricação e reciclagem de baterias de
carros, indústria de tintas, pintura em cerâmica e soldagem;
O que faz: provoca a diminuição do sistema cognitivo e intelectual, aumento da pressão arterial, danos aos rins e ao sistema reprodutivo.

Cádmio
Onde encontrar: pode ser encontrado em soldas, tabaco, baterias e pilhas;
O que faz: provoca disfunção renal, doenças ósseas, perda de peso, hemorragia e problemas no fígado e nos pulmões.

Cromo
Onde encontrar: pode ser encontrado em indústrias de corantes, tintas e esmaltes
O que faz: pode provocar asma e câncer.

Mercúrio
Onde encontrar: pode ser encontrado em lâmpadas fluorescentes
O que faz: provoca alterações no fígado, rins e no sistema nervoso central.

Arsênio
Onde encontrar: pode ser encontrado na produção de artefatos de alumínio, serralheria, soldagem de medicamentos e tratamento de água;
O que faz: pode provocar necrose do fígado, hepatite e encefalite.

Fonte: ONG Viva Terra (www.vivaterra.org.br) e da USP
(http://www.sc.usp.br e http://www3.icb.usp.br/bmm/mariojac)

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