Alzheimer ataca o cérebro uma década antes dos primeiros sintomas

01 de junho de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Saúde

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Pesquisas mostram que o Alzheimer começa a atacar o cérebro silenciosamente por mais de uma década antes dos primeiros sintomas. Os médicos acreditam que tratamentos para frear a doença estão falhando porque os pacientes estão sendo submetidos a eles tarde demais. Atualmente, há 44 milhões de pessoas vivendo com demência em todo o mundo, número que deve triplicar até 2050.


Em 2050, 44 milhões de pessoas sofrerão de demência no mundo. Foto: Getty Images

Recentemente, pesquisadores da Universidade de Georgetown, em Washington, descobriram que um simples exame de sangue pode prever, com precisão, o aparecimento da doença. Eles indicaram que testes de nível de dez gorduras no sangue permitem detectar, com 90% de precisão, o risco de uma pessoa desenvolver Alzheimer nos próximos três anos. Os resultados ainda vão passar por testes clínicos para serem confirmados.

Os cientistas analisaram amostras de sangue de 525 pessoas com idade superior a 70 anos, como parte de um estudo de cinco anos. Eles compararam os exames de 53 deles que desenvolveram Alzheimer, ou algum comprometimento cognitivo leve, com os de 53 que permaneceram mentalmente ágeis. Os pesquisadores encontraram diferenças nos níveis de lipídos entre os dois grupos.

Howard Federoff, professor de neurologia na Universidade de Georgetown, disse à BBC que há enorme necessidade de um exame como este. Mas ele ponderou que é preciso testar o protocolo com um maior número de pessoas antes que ele possa ser utilizado na prática clínica. Agora, os pesquisadores estão investigando se o exame funciona para prever a doença com ainda mais antecedência do que três anos. 

Ainda não está claro o que está causando as mudanças de gorduras no sangue, mas poderia ser um resíduo das primeiras mudanças no cérebro. Para os especialistas, a possível eficiência do exame seria um verdadeiro passo em frente, já que um teste bem sucedido para o Alzheimer permitirá testar medicamentos nas fases iniciais da doença, quando esses tratamentos são potencialmente mais eficazes.

Números da doença
44 milhões têm demência no mundo – A doença de Alzheimer é a forma mais comum, afetando 62% das pessoas que vivem com demência.
135 milhões terão a doença em 2050
71% das pessoas atingidas por demência são pobres ou têm renda média
A doença custa US$ 600 bilhões ao ano
Fonte: Alzheimer’s Society


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