As histórias do Rally da Meia Noite

07 de abril de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria On the road

Fonte


Casal Natali segue unido pelas estradas mundo afora

Mais do que um trajeto, um rallye é feito de histórias de vida. De gente que se junta pelo simples fato de andar lado a lado com seus companheiros, de pilotar e ouvir quem dedicou uma vida à arte de entender os motores. Histórias como a do professor Oscar Leke e seus amigos, que, no sábado passado, deram a partida para o 12º Rally da Meia Noite, organizado pelo Classic Car Club, saindo de Porto Alegre rumo a Garibaldi, no interior do RS. O i3i esteve lá e conta aqui um pouco das histórias que se ouve entre um Puma coupe e um Mustang.

Um casal com ferrugem na veia

Eles têm a faísca dos motores nos olhos e o ímpeto dos jovens em tudo o que fazem. O casal Natali corre o mundo fazendo rallyes, de São Paulo, onde moram, até a Itália, passando pela Argentina e por diversos estados brasileiros. Juntos, piloto e navegadora garantem que a atividade só trouxe alegrias e muitos amigos. "Esse foi um hobby que meu marido começou há dez anos e mudou a nossa rotina. Sempre digo para as pessoas: façam um rallye", recomenda Regina Natali, 63 anos, que, ao lado de Wanderlei, 63 anos, viajou a Porto Alegre exclusivamente para disputar a prova do Classic Car Club. Para dar conta dos circuitos, eles têm alguns carros espalhados por pontos estratégicos no Brasil e exterior. Na noite de sexta-feira, estavam prontos para estrear no Rally da Meia Noite a bordo de um Alfa Romeo Montreal 1973, modelo que, segundo ela, fica em Porto Alegre. Os automóveis também são emprestados aos amigos que vêm do exterior, os mesmos que lhes recebem de braços abertos em diferentes cantos do mundo com as chaves de seus próprios carros na mão.

E a agenda dos Natali já está lotada para os próximos meses, com trechos previstos para o Rallye da Serra (RS) e para o Rallye da Sicília (Itália). Em 2013, o casal disputou 12 provas e conquistou o vice-campeonato nacional de Rallye de Regularidade . Em 2012, levou para casa o primeiro lugar.

Regina garante que tamanho entrosamento não deixa espaço para brigas ao volante. "A primeira vez que a gente fez um rallye ele até ficou brabo. Aí eu disse: se for para acontecer isso eu não vou fazer mais. Nesses dez anos, a gente nunca brigou. Temos uma grande parceria", confidencia.

Executivo do mercado de construção civil, Wanderlei diz que começar é simples: "temos uma injeção de ferrugem que a gente aplica na veia e a pessoa fica viciada na hora. Isso movimenta a tua vida, te dá longevidade. Afasta o alemão e o inglês", brinca, referindo-se ao Mal de Alzheimer e ao Parkinson.

A paixão pelo Rally resultou em diversos prêmios ao longo dos últimos 10 anos. Os troféus estão espalhados pela casa e pelo escritório. "Ele ganha como piloto e eu como navegadora.Há muitos ", garante ela, alisando o modelo vermelho que, em instantes, cairia nas estradas gaúchas.


Gostou do nosso conteúdo? Acompanhe pelo Facebook


Tags: Carros,

Notícias relacionadas:

Ou se preferir veja uma listagem com todas as notícias do i3i!

Comentários!
Use a caixa de comentários abaixo para comentar, compartilhar e interagir com os leitores do site.


Você também vai gostar de ...

Encontre-nos no Facebook

i3i ® 2014. Todos os direitos reservados.