Atenção para os riscos da homeopatia

06 de maio de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Saúde

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Médicos alertam que não há comprovação científica dos homeopáticos

Apesar dos avanços da medicina, muitas pessoas buscam as chamadas terapias alternativas. Entre elas a homeopatia é uma das mais difundidas, divide opiniões entre pacientes e causa polêmica na comunidade médica por ter virado especialidade chancelada pelo governo. Recentemente, o i3i publicou reportagem sobre os avanços dessa técnica, mas ela está longe de ser uma unanimidade. Mas, afinal, até que ponto esses tratamentos podem ser seguidos? A Organização Mundial da Saúde (OMS) condena uso da homeopatia, por exemplo, contra doenças perigosas.

Segundo a médica e membro da Comissão de Medicamentos do Hospital de Clínicas, Maria Angélica Pires Ferreira, tais compostos não têm base em evidências científicas já que todos os testes realizados indicam que a homeopatia funciona apenas como placebo. Ou seja, produz efeito mais por uma questão de crença do que por sua composição química. Ela preocupa-se quando pensa em crianças que podem ser privadas de um tratamento efetivo por pais que acreditam apenas em métodos alternativos. É o caso da neta de Maria Netto, que, com apenas 3 anos, sofria de prisão de ventre. Em consulta com um homeopata, ele recomendou três medicamentos diferentes para a menina. Após um mês sem resultado, o profissional trocou os três por outros quatro. Mais 30 dias se passaram, o problema persistiu e o tratamento foi abandonado. Mas não antes de muito sofrimento. Os pais da menina a levaram, então, para um gastroenterologista que resolveu o problema com alopatia. “Nós não podemos interferir nas crenças das pessoas, mas recomendo que se busque informações sobre os avanços da ciência e sobre as limitações da homeopatia”, pondera Maria Angélica.

Segundo especialistas, o grande problema é quando os pacientes fecham os olhos para os avanços da medicina e focam apenas em terapias alternativas. “Homeopatia é teoria. Não há nenhum estudo científico que comprove seu efeito”, dispara Maria Angélica. Os riscos, alerta ela, estão em deixar de lado um tratamento com medicamentos que possuem princípio ativo comprovado por outro que não cura, o que pode agravar o quadro clínico dos pacientes. Segundo ela, o recente movimento de prefeituras pela difusão da homeopatia no Brasil está alicerçado em questão de crença e economia, já que o custo da homeopatia é bem menor do que o da alopatia.

A postura firme contra a homeopatia é defendida coma ressalva de não se fazer confusão com a fitoterapia. Esta, garante Maria Angélica, tem origem nas plantas, mas faz parte da ciência e da alopatia e tem seu uso comprovado. “A erva São João, por exemplo, pode combater a depressão leve. Isso é comprovado. Isso é ciência”.

Pesquisa - Pesquisa divulgada recentemente pelo Australian National Health and Medical Research Council (NHMRC), com sede na Austrália, constatou que não há nenhuma evidência de que a homeopatia é eficaz para o tratamento de qualquer doença. Os pesquisadores avaliaram estudos que reportam análise em 68 condições clínicas. As conclusões são enfáticas. Não foram incluídas experiências individuais, testemunhos, relatos de casos, ou pesquisas que não utilizaram métodos padronizados. Na maioria dos casos, os estudos comparam a homeopatia a um placebo. Os poucos estudos que reportam um efeito melhor da homeopatia do que o dos placebos foram classificados pelo NHRMC como não confiáveis.

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