Aumentam os casos de DSTs na terceira idade

17 de setembro de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Saúde

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Ao contrário do que muitos pensam, a terceira idade está sim sujeita ao contágio de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Inclusive, o número de infectados nesta faixa etária está aumentando progressivamente pelo mundo. Um dos motivos é o desconhecimento sobre como evitar riscos, assim como a falta de campanhas de prevenção destinadas a este público.

 


As campanhas de prevenção às DSTs no Brasil, que frequentemente mostram pessoas jovens, não são direcionadas para o público idoso.

O número de casos de DSTs como sífilis, clamídia e gonorreia dobrou pelo mundo entre pessoas acima dos 50 anos na última década, de acordo com o periódico médico Student BMJ. No Brasil, um levantamento de 2013 da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo indica a mesma tendência: a incidência de AIDS entre a população idosa cresceu 26% nos últimos dez anos.


Um dos motivos para o aumento de DSTs na terceira idade, segundo a antropóloga e professora da PUC-SP Elisabeth Mercadante, 69, é a maior longevidade e saúde que este grupo apresenta, o que leva a um maior apetite sexual. De acordo com um estudo que orientou em Santos, por exemplo, pessoas entre 50 e 80 anos relataram ter desejo sexual, gostar de serem acarinhadas e querer ter relações sexuais. “E eles encontram parceiros nos bailes da terceira idade”, afirma.


Sexo após os 60 anos é uma prática saudável, o problema é que esta faixa etária nem sempre se dá conta da importância da prevenção de DSTs. “Com esta idade os homens já não querem usar preservativo e as mulheres acham que não vão mais engravidar”, afirma a especialista. Por isso é preciso ampliar o debate sobre o assunto e disponibilizar mais informação sobre sexo seguro.


As campanhas de prevenção às DSTs no Brasil, que frequentemente mostram pessoas jovens, não são direcionadas para este público. Falta, por exemplo, explicar que as mulheres precisam usar preservativo com os próprios maridos caso a relação não seja monogâmica. “Muitas mulheres mais velhas pegam AIDS desta forma”, lamenta.


Outro agravante é que sexualidade na terceira idade ainda é um tema tabu. A imagem que a sociedade têm dos idosos é de uma vovó frágil ou um vovô debilitado. E, segundo a especialista, é preciso acabar com este estereótipo e aceitar que os idosos são sexualmente ativos para finalmente abordar questões de prevenção de DSTs.


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Tags: Sexo,

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