Companheiro fiel na terceira idade

01 de abril de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria De bem com a vida

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Cães ajudam a combater depressão e na socialização dos idosos. Foto: Arquivo Pessoal

Criar um cachorro, um gato ou qualquer outro animalzinho em casa pode significar muito mais do que ter um bichinho de estimação. Para quem já chegou à terceira idade, este tipo de companhia é sinônimo de bem-estar, menos doenças e, inclusive, ampliação da vida social. A posição é defendida pela professora Viviane Guyoti, que leciona a disciplina de Animais, Sociedade e Meio Ambiente na Uniritter. Segundo ela, o aumento na estimativa de vida dos idosos é acompanhado por uma maior presença de animais nos lares brasileiros. É o caso da família Kremer, formada por Clovis (57), Marlise (56), Dunha, uma Border Colie de nove anos ; e Pipa uma Shih tzu de dois anos e meio. Os cães suprem a saudade dos tempos de casa cheia e ainda alegram a rotina da pequena Rafaela, a neta de quatro anos do casal. "Sempre gostei dos animais, eles são uma ótima companhia", admite Marlise.

Mas escolher um amigo para conviver com um idoso não é tarefa fácil. A decisão deve levar em consideração o perfil das pessoas envolvidas. Para optar por uma determinada raça ou espécie é preciso observar se o idoso é paciente, gosta realmente de animais, tem espaço disponível em casa assim como tempo livre suficiente para se dedicar àquela vida que se integrará à família. Quanto aos benefícios, há muitos: melhora do desenvolvimento motor, de aspectos cognitivos e comportamentais.

O animal de estimação também ajuda a elevar a autoestima dos idosos, atenua a chamada síndrome do ninho vazio e traz reflexos positivos para pacientes vítimas de depressão e solidão. Sem contar a questão da interação social, já que o recomendado é que os animais passeiem na rua pelo menos três vezes por dia num total de uma hora, o que representa um estímulos para que os idosos façam caminhadas e até corridas. "Se é um animal sociável, costuma chamar a atenção das pessoas na rua. Isso é bom porque dá início a conversas, o que é um benefício nas relações sociais e traz outra abordagem comportamental para este grupo", pondera a professora.

Outro benefício que os pets têm proporcionado em relação ao tratamento de doenças, inclusive de idosos, é com a chamada Terapia Assistida por Animais, onde tem se observado bons resultados. Entre eles, estão redução do estresse, problemas cardíacos, pressão e hipertensão.

Embora os brasileiros tenham preferência por cães, os idosos também podem optar pelos gatos, considerados mais adaptados a ambientes internos e tidos como territoriais; porquinhos-da-índia ou aves. O importante é que os bichinhos sejam cuidados com atenção e acompanhados por um veterinário.

Viviane chama atenção para outro detalhe: o excesso de proteção. Ela afirma que, em muitos casos, os idosos acabam permitindo regalias demais aos animais, tornando-os obesos e com excesso de liberdade em casa. O resultado é que os cãezinhos, por terem características de animais gregários (que precisam estabelecer hierarquia), podem entender que são os líderes da matilha, trazendo consequências indesejadas, como um animal desobediente ou 'dono da casa'. O mesmo não ocorre com os felinos porque são considerados mais solitários e donos de si. "O gato é da casa e não da pessoa, é um bicho sensorial e territorial", ensina a professora, que lembra que tanto os cães quanto os felinos não exigem nada em troca, muito menos nos julgam.

Fique de olho

De acordo com números da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil é o 4° país no ranking mundial de animais de estimação com um total de 106,2 milhões de pets, segundo levantamento de 2012. Se considerarmos apenas cães e gatos, o Brasil sobe para a vice-liderança com 37,1 milhões de cães e 21,7 milhões de gatos.


Marlise e Rafaela divertem-se com a cadela Pipa. Foto: Arquivo Pessoal

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