Contas em dia para viver mais e melhor

02 de agosto de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria De bem com a vida

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Planejamento é a palavra chave quando o tema é saúde financeira. Para manter as contas em dia, é importante equilibrar rendimentos e despesas e sempre tentar pensar nos gastos como pequenos investimentos, como a compra daquele casaco, do novo televisor ou a troca de carro. Preocupação que cresce na melhor idade, momento em que as receitas tendem a diminuir e ter reservas pode ser sinônimo de tranquilidade e longevidade. Uma das estratégias é fugir das contas parceladas e dos juros, que corroem os rendimentos a conta-gotas. Saber administrar os gastos no cartão de crédito é outro desafio, principalmente quando o usuário entra do círculo vicioso de pagar apenas “o mínimo”. “Nessa idade, o ideal é não correr muitos riscos financeiros”, aconselha a administradora Elaine Costa, que atua como gerente financeira em Curitiba (PR).


Primeiro passo é traçar planilha de gastos e tentar economizar até nos detalhes


A corda no pescoço pode prejudicar seu sono, elevar sua pressão e, inclusive, levar a crises de estresse. Foi o que aconteceu com a aposentada M.B., hoje com 67 anos. Há cerca de sete anos, a ex-funcionária pública viu seu salário ser sugado por um financiamento de veículo, uma série de descontos em folha, cartões de créditos que viraram bolas de neve e muitas contas a pagar. Ela lembra que o desequilíbrio veio com o ingresso do filho em uma universidade particular.  Aos poucos, a mensalidade começou a corroer seus rendimentos e as contas, a acumular. Sem pagar as parcelas do carro nem a mensalidade, ela se viu obrigada a quitar apenas o valor mínimo do cartão de crédito para seguir usando-o mais e mais.  E a situação só piorou. A aposentada  não conseguia mais dormir nem comer e, para não abrir a condição financeira para o filho nem tirar-lhe o sonho do curso superior, pediu empréstimos a parentes e amigos. “Foi um dos maiores momentos de estresse da minha vida”, conta ela, que hoje respira aliviada por estar com todas as contas em dia.

A solução veio por via judicial. Ela ingressou com ações que suspenderam os descontos em folha e lhe permitiram reordenar os gastos. Vendeu o carro, e, com a formatura, veio também maior tranquilidade financeira para sua aposentadoria. Hoje, ela olha para traz sem saudade, mas com a sensação de que o sacrifício foi necessário para formar o filho advogado.

 

Cinco passos para equilibrar as suas contas

Segundo a administradora Elaine Costa há algumas dicas simples a serem seguidas para orientar os idosos a colocarem as contas em dia. Confira quais são as etapas deste desafio:

1º passo - Fazer um diagnóstico de como está a sua situação financeira. “Saber quanto sobra ou quanto falta”, explica Elaine. Para chegar a este número, ela recomenda fazer o registro mensal de todas as despesas. Pode ser em um caderninho ou em uma tabela para preencher à mão. Os mais familiarizados com a tecnologia também podem faz no computador, com a ajuda de planilhas eletrônicas.

2º passo - Conhecendo o próprio orçamento, o segundo passo é definir quais são seus sonhos. Pode ser uma bela viagem ou uma reforma no banheiro, por exemplo. Nesta etapa, o importante é começar a pensar nos prazos e ver de que forma vai economizar: se guardando na poupança, ideal para curto prazo, ou se fazendo um título de capitalização - aplicação que, geralmente, estipula prazo de carência para resgate. Sendo assim, esta alternativa só compensa quando o sonho é de longo prazo.

3º passo - A próxima etapa é fazer o orçamento do sonho e definir quanto poderá começar a reservar por mês para realiza-lo.

4º passo - Começar, de fato, a economizar. E se não sobrar? A especialista diz que vale desde fazer pesquisa de preço no supermercado até negociar o reajuste do plano de saúde com a operadora e obter desconto em medicamentos por meio de cadastro em programas de laboratórios. Segundo ela, a economia também está nos pequenos gastos, como na conta de luz, com um banho menos demorado, e na substituição de produtos que no momento estão caros, a exemplo do tomate que, em certas épocas do ano, sempre sobe de preço.

5º passo – Se ainda assim não sobrar dinheiro, a saída é encontrar a melhor alternativa para recuperar a saúde financeira. “Nunca, jamais, pagar o mínimo do cartão de crédito”, alerta Elaine. Ela afirma que é melhor usar o limite da conta, pois o juro é menor, e pagar o valor total. No caso de contas acumuladas, quando não é possível vencer a dívida no mês corrente e é preciso parcelar, os empréstimos consignados são a melhor opção, pois são os que têm o juro mais baixo. Neste caso, o cuidado que se deve ter é com a taxa de endividamento, que não pode ser superior a 30% do orçamento.


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Tags: Finanças,

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