8ª Parte - Cuidado com os perigos do ronco

03 de julho de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Saúde

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O ronco é um dos distúrbios do sono mais comuns. Não há quem não conheça ou nunca tenha acompanhado o sono de alguém que ronca. Mas cuidado: se o ato de roncar faz a pessoa parar de respirar por mais de dez segundos, isso pode ser Apneia Obstrutiva do Sono (AOS). “O relato da pessoa que acompanha o sono de quem ronca é sempre o mais importante”, explica o médico Daniel Inoue, especialista do sono no Hospital Santa Cruz, em São Paulo (SP).


Dormir pode ser muito barulhento para quem divide a cama com um ‘roncador’

Um dos principais sintomas da apneia, caracterizada por uma parada respiratória provocada pelo estreitamento das paredes por onde passa o ar, é o ronco. Contudo, esta não é uma regra. O que diferencia o ronco da Apneia Obstrutiva do Sono, além da pausa na respiração, é o barulho da vibração, que pode variar de intensidade, já que os mecanismos são os mesmos. “O ar deve passar de forma suave quando respiramos e, quando passa em estruturas estreitadas, gera o barulho com a vibração. A apneia já é quando ocorre a obstrução do ar, que não chega aos pulmões”, detalha Inoue.

Ou seja, clinicamente, não há como diferenciar. “Quanto mais grave, a sintomatologia é mais exuberante”, descreve o especialista. Segundo ele, outros indicativos de alerta são: cansaço, sonolência diurna, déficit de memória e irritação. No caso do ronco, o maior prejuízo é à qualidade do sono, pois, se o barulho for muito alto, o paciente se autodesperta inúmeras vezes durante a noite. “O sono fica superficial e não profundo. Como não é contínuo, não permite descansar”, avalia. 

Foi o que aconteceu com o bancário aposentado Zilmar Ferreira, 58, que por anos sentiu-se cansado e sonolento durante o dia. À noite, a roncadeira acordava a família toda. Apesar das reclamações da esposa, Seu Zico, como é chamado pelos amigos, só se conformou que realmente tinha um problema quando Dilma Krech Ferreira, 56, gravou sua sinfonia noturna com o celular. Ela conta que ele seguido parava de respirar e ela mal conseguia dormir de preocupação. Ele também não, já que o próprio ronco o acordava várias vezes à noite. 

Consciente de que algo estava errado, Zico procurou um médico especialista no assunto e, após exames, constatou-se a necessidade de usar um equipamento de ventilação noturna que evitasse as inúmeras paradas respiratórias. Na época com 164 quilos, Zico também começou uma dieta e perdeu mais de 50 quilos. O equipamento BIPAP foi adquirido em 2012 pela internet, o que, segundo ele, foi mais em conta. Desde então, as noite passaram a ser bem mais tranquilas. Zico diz que não se incomoda de dormir com a máscara, uma reclamação recorrente entre os pacientes que utilizam o sistema. Mas garante: “É ela que não me deixa dormir sem”, diz, referindo-se à esposa.

Hoje, Seu Zico confessa que engordou alguns quilos, mas segue dormindo bem. Com isso, passa os dias mais animado e ativo. Aposentado, chegou a ficar em casa por um ano, mas resolveu voltar a trabalhar como fiscal em uma loja em Santo Antônio da Patrulha (RS), onde mora com a família.  “A máquina nos deu outra qualidade de vida”, confidencia Dona Dilma.

Os riscos para o coração

A apneia pode levar o paciente a desenvolver alterações cardiovasculares, como pressão alta, arritmia cardíaca e até infarto ou morte súbita no caso de pessoas com doença coronariana. Com a idade, há maior tendência de o paciente roncar ou ter paradas respiratórias. “À medida que envelhecemos, a musculatura da região da garganta se torna mais flácida”, explica o médico Daniel Inoue. Geralmente, os sintomas surgem a partir da terceira e quarta década de vida. Os homens são mais propensos ao quadro e a obesidade também é fator de risco.

No caso do ronco, é preciso investigar as causas, que podem ser doenças alérgicas ou respiratórias. Há alternativas de tratamento cirúrgico ou com medicação antialérgica. Já a apneia pode ser resolvida, muitas vezes, com a redução de peso e controle postural, como dormir de lado. Em casos mais graves, a alternativa é a cirurgia, aparelhos ortodônticos e equipamentos de ventilação que funcionam com um compressor de ar, como o CPAP e o BIPAP.

As diferenças entre o CPAP e o BIPAP

O CPAP é um equipamento ligado a um tubo que, com a ajuda de uma máscara, projeta o ar para o nariz do paciente (máscara nasal) ou nariz e boca (máscara facial). O CPAP é indicado exclusivamente para casos de Apneia Obstrutuva do Sono (AOS). O BIPAP é uma máquina similar, mas que também atende a casos de fibrose pulmonar e doença pulmonar obstrutiva crônica e é usado em fisioterapia respiratória. Ambos mantêm a glote aberta durante o sono, garantindo o fluxo aéreo do paciente. Os dois equipamentos são recomendados tanto para uso durante a noite quanto nas sestas após o almoço. A principal diferença é que, enquanto o CPAP  oferece um fluxo contínuo de ar, o BIPAP permite ajuste na pressão durante o uso. No quesito ruído, o CPAP vai de 30 a 50 dba e o BIPAP de 25 a 70 dba.

Fonte Physicalcare



Equipamento de ventilação garante noites de sono mais tranquilas

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Tags: Os Mistérios do Sono,

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