17ª parte - Despertar confusional afeta jovens e idosos

04 de setembro de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Saúde

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O despertar confusional, um distúrbio do sono pouco conhecido mas três vezes mais frequente que o sonambulismo, é caracterizado por uma confusão mental ao acordar. Um estudo publicado no final de agosto pela Academia Americana de Neurologia mostra que a prevalência do transtorno é maior do que se pensava. Entrevistando quase 20 mil adultos voluntários, pesquisadores da Universidade de Stanford, Minnesota e Paris Descartes constataram que 15% das pessoas haviam experimentado um episódio de despertar confusional no último ano. Deste grupo, a metade declarou ter mais de um episódio por semana. A pesquisa também mostrou que quem dormia menos que seis horas por noite, ou mais de nove horas, apresentavam as confusões mais frequentemente.


A sensação de desespero ou confusão ao acordar está entre os principais sintomas

O principal sintoma deste transtorno do sono é que o indivíduo acorda muito agitado, confuso e desorientado, podendo em alguns casos até chorar de forma inconsolável. Durante os episódios de despertar confusional, a pessoa não reponde às tentativas de consolo e geralmente não sabe onde está. O distúrbio do sono afeta jovens e idosos, sendo que na terceira idade é provável que seja diagnosticado em pessoas com Mal de Alzheimer e de Parkson.

O transtorno “é chamado também de estados alterados de consciência, pois a pessoa não está nem acordada e nem dormindo”, explica o médico Denis Martinez, especialista na área. Este estado de consciência dura de 5 a 10 minutos e é conhecido como "bebedeira do sono". A justificativa médica para tais episódios é a troca dos estágios do sono. “No despertar confusional, a pessoa desperta em sono profundo”, explica o especialista.

Segundo Martinez, o paciente levanta da cama, veste-se, e somente quando já está em outro cômodo da casa é que recupera a consciência e questiona-se como foi parar ali. A recomendação do médico é adequar o ambiente interno da casa, como por exemplo não usar copo de água ao lado da cama, para evitar que a pessoa com despertar confusional se machuque. 

Entre os tratamentos, está o uso de alguns antidepressivos e também de rivotril. Contudo, Martinez destaca que cada caso de despertar confusional precisa de uma investigação mais refinada das causas. O transtorno pode ser diagnosticado isoladamente ou associado a outros distúrbios do sono como sonambulismo, terror noturno e bruxismo

De 32 mil pacientes que a Clínica do Sono de Porto Alegre (RS) contabiliza ao longo de 30 anos, apenas dois são casos de despertar confusional, um distúrbio que ainda é pouco diagnosticado. “Não porque seja tão raro, mas porque as pessoas não procuram tratamento”, afirma o especialista. 


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Tags: Os Mistérios do Sono,

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