Ela só queria ter mais uma filha

11 de maio de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Relacionamento

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Cristiana preparou enxoval e buscou Evelyn na maternidade. Fotos: Arquivo pessoal

Ser mãe é um sentimento único e totalmente intraduzível. Para conhecê-lo em sua plenitude é preciso vivê-lo, mesmo que você seja um homem. É tão forte e avassalador que faz muitas deixarem o mercado de trabalho para se dedicar exclusivamente às mamadeiras e fraldas. Há outras tantas que levam a vida como malabaristas: em uma mão a carreira, em outra a família e, no céu, mas ao alcance dos olhos, os seus próprios sonhos. Triste é quem quer ser mãe e não consegue entregar seu coração. Seja por dificuldades em gerar uma vida, por falta de recursos para se submeter a tratamentos de reprodução assistida ou por uma simples resistência à adoção.

Apesar do corpo feminino determinar uma relativa “validade” para uma gestação, ser mãe não tem idade. É um desejo que vem do coração e só. É o caso da paulista Cristiana de Oliveira Pereira, de 43 anos. Ela casou cedo e foi mãe com apenas 19 anos da pequena Ellen. Dois anos depois, teve Renan e, por achar que a família já estava de bom tamanho, fez ligamento. Não precisou muito tempo para mudar de ideia. Por volta dos 35 anos, o velho dito popular do “um é pouco, dois é bom, três é demais” começou a não fazer mais sentido. “Meus filhos cresceram rápido e eu senti o desejo de ser mãe de novo”, conta.

Cristiana chegou a tentar reverter a ligadura, mas, na avaliação do médico, seria quase impossível engravidar de novo. Logo, devido a uma inflação nas trompas, precisou tirar o útero. Por um momento, chegou a perder as esperanças e pensou em visitar um orfanato. Mas a vida se encarregou de preparar uma surpresa. 

No final de 2009, Cristiana recebeu a notícia de que a sobrinha, de 17 anos, estava grávida de uma menina. Era Evelyn, sua filha, que estava por chegar. Foi de coração aberto que prontamente começou a preparar o enxoval para receber, com todo o carinho, o tão desejado terceiro filho. “Eu já amava ela, já era minha filha. Foi um presente, era tudo que eu queria.” 

Evelyn nasceu em maio de 2010. Cristiana saiu da maternidade com ela nos braços e logo entrou com a papelada para garantir a guarda definitiva que permitiu registrar Evelyn como sua filha.

Hoje, Evelyn tem quase quatro anos e vive feliz em São José do Rio Preto com os pais adotivos, Cristiana e Remilson Domingues Pereira. A mãe de terceira viagem confessa que nasceu para isso. “Costumo dizer que ela foi feita para mim. Quando ela me pergunta se nasceu da minha barriga eu falo pra ela que é minha filhinha do coração”. 

A mãe de Cristiana, Antônia Maria da Conceição de Oliveira, de 70 anos, seguiu os passos de generosidade da filha e cria Samuel, hoje com 5 anos, irmão de sangue de Evelyn.


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Tags: Adoção, Maternidade,

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