Ele só queria voltar a comer como antes

20 de setembro de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Saúde

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Ele tinha 93 anos, um diagnóstico de câncer e projeção de seis meses de vida. Não queria mais viajar, não tinha ânimo para prática de esportes, mas queria poder  comer enquanto a vida lhe desse forças. Atendendo à vontade do patriarca, a família cedeu ao que parecia uma atitude impensada e aceitou que ele se submetesse a uma cirurgia de colocação de implantes dentários que lhe permitisse voltar a comer como antes e abandonar a prótese já desgastada. Ele enfrentou o desafio e superou os prognósticos: viveu um ano e meio fazendo o que mais gostava e deixou ao dentista Angelo Menuci Neto uma lição de vida que ele leva no coração e aos outros pacientes. “A gente deve ser mais gentista do que dentista. Tratar mais de gente e menos de dente. O dente é uma peça de uma pessoa. Eu preciso entender a repercussão do meu tratamento na vida dessa pessoa”, pontua o especialista, que acumula centenas de cirurgias de colocação de implantes nas mais variadas faixas etárias.


Implantes reabilitam função e são indicados mesmo em casos de pacientes com doenças com diabetes

Convicto de que qualquer tratamento passa por uma decisão conjunta entre paciente e cirurgião dentista, ele garante que nem sempre a técnica mais moderna é a apropriada. Antes, garante, é preciso conhecer a pessoa que está na cadeira, saber de suas necessidades e projetos de vida. Só então, colocar implantes e próteses pode se tornar uma realidade. “Não há saúde, sem saúde na boca. Hoje a odontologia tem resposta a todos os problemas estéticos e funcionais”, pontua.


Segundo ele, como as pessoas estão vivendo mais é mais comum ver idosos de 80 ou 90 anos procurarem o consultório interessados em repor dentes. “Há limitações  relacionadas a problemas sistêmicos, mas eles não são impeditivos para a colocação de implantes. 90% dos casos de doenças sistêmicas não são impeditivos para colocação de implantes. Se o paciente tem diabetes, se controla a doença junto com os médicos e se coloca o impante”, exemplifica. Em outros tantos casos, cita Menuci, soluções mais simples podem resolver o dilema do paciente. Para alguns, pode ser conveniente usar uma ponte móvel e até uma ponte fixa. Ele conta o caso de paciente de 75 anos que tinha falta de um dente na frente, mas descobriu um câncer. “A prioridade era tratar o câncer. Paciente e dentista têm que ter confiança e discutir o que é melhor”.

De acordo com estatísticas, no Brasil, 50% das pessoas chegam aos 60 anos sem nenhum dente na boca. Se forem avaliadas fatias mais carentes da população, esse índice é bem maior. Segundo o especialista, é possível que pessoas vivam 90 anos preservando os dentes naturais. Contudo, isso está atrelado às condições de  higiene adotadas durante a vida, perfil genético, dieta e ao tipo de bactérias presentes na boca. “Muitos pacientes perguntam quanto tempo dura um implante. Eu sempre respondo: tanto quanto um dente”, pontua.


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Tags: Odontologia,

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