Entenda o que se passa na sua cabeça

19 de maio de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Saúde

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Mulheres entre 20 e 50 anos estão entre as mais afetadas. Foto: Getty Images

Quem não sofre de enxaqueca conhece pelo menos uma pessoa que vive atormentada por ela. A enxaqueca não é uma simples dor de cabeça. É uma doença neurológica, genética e crônica. Portanto, fique de olho: ter dores de cabeça é comum, mas não é normal. Veja aqui algumas dicas que o i3i buscou para manter você informado neste 19 de maio – Dia Nacional de Combate à Cefaleia.

Afinal, qual a diferença entre dor de cabeça, enxaqueca e cefaleia? Presidente da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), o neurologista Marcelo Ciciarelli explica que dor de cabeça e cefaleia possuem o mesmo significado. “Já a enxaqueca é um tipo de cefaleia primária, ou seja, que não é causada por nenhuma outra doença”, esclarece. Segundo ele, na atual classificação estão catalogados mais de 200 diferentes tipos de cefaleia.

Apesar de a cefaleia ser o principal sintoma da enxaqueca, também é comum entre os pacientes uma maior sensibilidade à luz, cheiros, barulho, náuseas, vômitos, formigamento, dormências no corpo, tonturas, sensibilidade a movimentos ou passar mal em viagens de carro, ônibus e barco. Dores de cabeça geralmente unilateral, de caráter latejante, de média à forte intensidade, que piora com atividades físicas rotineiras, são características básicas da enxaqueca. Contudo, os sintomas podem acontecer isoladamente e em menor ou maior grau, mesmo não acompanhados de crise. Um fator que ajuda a fechar o diagnóstico são as chamadas auras – crises precedidas de sintomas visuais ou sensitivos. Foi o que alertou a jovem C.N. de 25 anos. Após um dia exaustivo de trabalho, começou a notar que seu campo de visão começava a se fechar e que, aos poucos, estava perdendo a precisão das imagens da tela do computador. Imediatamente, achou que estava tendo em AVC e, assustada, foi para casa dirigindo. Como estava sem noção de distância, bateu o carro no caminho. No dia seguinte, procurou um neurologista e, após exames, teve chancelado o cada de aura e o diagnóstico de enxaqueca. Apensar de ter dores de cabeça desde os seis anos de idade, nunca havia tido uma crise de aura. “Foi apavorante porque nesse dia não tive dor. Hoje sei diagnosticar quando ela está chegando e atacá-la antes que me derrube”, conta. As mulheres são as mais afetadas pela enxaqueca, principalmente na fase produtiva de suas vidas, entre os 20 e 50 anos de idade.

Para amenizar os sintomas, Ciciarelli estimula a prática de atividade física aeróbica pelo menos três vezes por semana, além de uma dieta saudável e a ingestão de alimentos a cada três horas, evitando o jejum prolongado. É imprescindível beber bastante água, dormir bem em horários regulares e realizar atividades relaxantes e prazerosas. “Esses e outros hábitos saudáveis são muito úteis para ajudar na prevenção das crises de enxaqueca”, afirma o especialista.

ALERTA - Atualmente, também se reconhece que a enxaqueca pode ser um fator de risco para outras doenças. Várias pesquisas recentes comprovaram que pessoas com a doença têm um maior risco de AVC e doenças cardiovasculares, sendo esse risco aumentado se associado ao tabagismo e ao uso de alguns anticoncepcionais hormonais. A enxaqueca aparece como fator de risco tão importante quanto a hipertensão arterial, diabetes e obesidade.



Enxaqueca está associada a maior incidência de AVC e doenças cardiovasculares. Foto: Getty Images

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Tags: Cérebro, Enxaqueca,

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