Exemplo de vida no Dia da Telefonista

29 de junho de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria De bem com a vida

Fonte

A função de telefonista, que há décadas serviu como porta de entrada para muitas mulheres no mercado de trabalho, ganhou a ajuda da tecnologia, mas continua tão importante quanto no passado. Afinal, quem faz uma ligação gosta mesmo é de ser atendido por pessoas de carne e osso, que ouçam seus problemas e ajudem a solucioná-los. Neste Dia da Telefonista (29 de junho), o i3i homenageia estas profissionais que se adaptaram aos novos tempos e seguem, acima de tudo, unindo pessoas.


Tecnologia impôs mudanças às profissionais da área

Se hoje uma transferência é feita por meio de simples botões, no passado, já foi bem mais complexo. Antes, as ligações eram feitas por meio de circuitos ligados a extensos fios. Assim começou na função a aposentada Zilda Coelho, de 61 anos, que foi telefonista durante 22 anos na extinta Telecomunicações de São Paulo (Telesp). Ela recorda que, às vezes, demorava um dia inteiro até conseguir uma ligação.

A carreira começou em 1974 e, nesse período, trabalhou em várias áreas da empresa, como no 101 ligações interurbanas, 108 setor de tarifas e no setor de eletrônica, quando os números mudaram de seis para sete dígitos. Entre as suas experiências mais marcantes, Zilda destaca a informatização do sistema. “Fizemos treinamento nos terminais, primeiro nos mais antigos, depois foram sendo implantados os mais inteligentes. Entramos na era da informática, aprendemos a digitar, o que era login, a ter tempo de atendimento, a sermos rápidas e objetivas, trocar a página e fazer atendimento de interurbanos e ligações internacionais”, conta a telefonista aposentada.


Zilda Coelho contou com o apoio das colegas para enfrentar tempos difíceis....

... mas nunca perdeu a alegria na profissão e na vida

Outro grande momento durante a passagem de Zilda pela empresa de telefonia foi a implantação da Telesp Celular. “Essa fase foi fantástica, havia uma fila de espera imensa, recebíamos muitas ofertas de presentes, de empregos e até de casamentos! Foi muito bom”, recorda. 

Uma história de superação

Quando iniciou na Telesp, o primeiro filho de Zilda, Marco Antônio, tinha três anos. Aos sete ele teve dermatopolimiosite, doença em que o sistema imunológico ataca os tecidos do próprio organismo e causa infecção. Ele precisou passar dois anos e meio no Hospital de Clínicas, momentos em que o apoio das colegas telefonistas foi fundamental. “É como uma família. Passei por períodos muito difíceis e tive delas aquele aconchego que só quem é muito próximo pode dar”, relata. Sempre que Zilda precisou, as amigas estavam por perto. 
Hoje, Marco Antônio tem 42 anos e, há três, está paralisado por conta de inúmeros AVCs decorrentes de sequelas deixadas pelos problemas de saúde que teve na infância. A telefonista aposentada, que ainda teve outros dois filhos (Marcelo, 30 anos, e Meire, 28), conta com a ajuda da mãe, de 80 anos, nos cuidados com o filho mais velho. "Enfrentei caminhos difíceis, mas sempre com a porta aberta para encontrar uma solução. Por isso eu levo a vida no espírito mais feliz porque não posso ser triste", disse Zilda, que, nos instantes de folga, se dedica a escrever poesias.


Gostou do nosso conteúdo? Acompanhe pelo Facebook


Tags: Datas,

Notícias relacionadas:

Ou se preferir veja uma listagem com todas as notícias do i3i!

Comentários!
Use a caixa de comentários abaixo para comentar, compartilhar e interagir com os leitores do site.

O i3i também está no Facebook

Veja abaixo o que os seguidores da nossa fanpage estão dizendo sobre essa matéria.


Você também vai gostar de ...

Encontre-nos no Facebook

i3i ® 2014. Todos os direitos reservados.