Exercício para alongar os horizontes

18 de maio de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Mente

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Seja no templo budista seja na igreja, meditar faz bem à alma.

A funcionária pública estadual Leda Volino, 76 anos, dedica-se todos os dias à meditação. Moradora do templo budista Chagdud Gonpa Khadro Ling, em Três Coroas (RS), ela afirma que o benefício das práticas que incluem a meditação, como no Budismo, é tornar a mente mais flexível, mais maleável, alargando nossos horizontes pessoais, atenuando a rigidez de julgamentos e preconceitos, como também a preocupação com os ganhos e perdas. ”Quando encontramos as respostas que procuramos por toda uma vida seria loucura dar às costas a esse tesouro”, ensina. “Minhas práticas individuais faço na minha casa em horários que estabeleço, de acordo com minhas outras atividades. Essas práticas são feitas sozinhas e incluem recitações de mantras e meditação.”

Leda acredita que somos moldados por uma sociedade que privilegia o "eu", o "meu" e muitas vezes não se encontra um lugar onde caiba o "nós", ou o "outro". Desiludida com a religião materna, nas suas palavras, buscou várias alternativas. “Dentro de mim havia um desassossego”, confidencia. Em 1993, encontrou o Mestre Tibetano Chagdud Rinpoche, que lhe mostrou um caminho coerente com o que buscava, que a levaria à paz interior.

“Nos ensinamentos do Darma de Buda, a meditação é fundamental. Sem conhecermos nossa mente não iremos a lugar nenhum. O caminho ensinado por Buda foi o caminho da meditação”, explica Leda. “Através dele, pouco a pouco, tomamos conhecimento das atividades infindáveis da mente que nos atribulam dia e noite e criam incontáveis situações de estresse e desgastes tanto físicos, quanto emocionais. O objetivo, então, é aquietar a mente”, frisa.

Sua prática específica de meditação é fruto de um retiro feito com a Lama Sherab, em 2010. Chama-se "Shamata" - o calmo permanecer. Após esse retiro em grupo, cumpriu os ensinamentos contidos na orientação da prática. “Temos práticas formais diárias, que são feitas no Templo, com os Lamas e moradores”, diz Leda. Essas práticas seguem as "sadanas" (livro de práticas no modelo tibetano) em uma espécie de ritual completo com instrumentos musicais. 


Para Evangelina Gouveia, meditação funciona como oração

Meditação Cristã - A contemplação sempre atraiu a carioca Evangelina Xavier Gouveia de Oliveira Geógrafa e pesquisadora em saúde pública, de 64 anos. “Quando descobri a existência da Meditação Cristã, reconheci a oportunidade que me era apresentada”, conta. Em grupo, duas vezes por semana, ou em casa, sozinha, Evangelina explica que paz e um menor nível de dispersão foram os principais benefícios que obteve. “Ainda sou um tanto irritadiça’, confessa ela, que medita tanto na igreja quanto em casa. “Houve épocas em que já consegui meditar, como recomendado, duas vezes por dia, em outros períodos só o grupo semanal me sustenta”. Evangelina diz que caindo, e recomeçando, sabe que para ela meditar é um caminho importante, uma forma de oração.


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Tags: Meditação,

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