Filtro solar é o seu seguro de vida

10 de abril de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Saúde

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Como os efeitos do sol são cumulativos, é preciso prevenir-se desde cedo

A agressividade dos raios solares vem trazendo sérios danos à saúde humana. De acordo com números do Instituto Nacional do Câncer, o Brasil deverá ter este ano quase 200 mil casos novos de câncer de pele sem contar melanomas, sendo 98.420 nos homens e outros 83.710 nas mulheres. Casos estes mais comuns nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Já o melanoma, tipo de câncer com maior letalidade, tem uma incidência considerada baixa com a expectativa de seis mil casos, entre homens e mulheres.

A preocupação com os sinais na pele leva milhares de brasileiros todos os anos aos consultórios de dermatologistas e, com o avanço da expectativa de vida, é cada vez mais frequente ver pessoas acima dos 60 anos procurando ajuda. Isso porque a exposição continuada ao sol ao longo dos anos pode trazer sérias consequências na terceira idade, como o câncer de pele, que se apresenta sob as formas de melanoma, carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. O alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que promove uma série de ações como o Programa Nacional de Combate contra o Câncer de Pele.

O enfrentamento do problema começa pela conscientização sobre os riscos da exposição aos raios solares e pela escolha de um bom protetor solar para uso diário. O dermatologista Ari Traub, especialista com 34 anos de experiência e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e do Colégio Ibero Latinoamericano de Dermatologia, chama a atenção para o fato de as células da pele terem caráter cumulativo para radiação solar. Desta forma, a pele dos idosos já recebeu maior intensidade de radiação e, consequentemente, está mais suscetível a casos de câncer. "Costumo dizer que o filtro solar é o seguro de vida das pessoas", brinca o dermatologista. Outro fator importante a ser levando em conta é que com a baixa produção de hormônios típica da terceira idade também ocorre o afinamento da pele.

Como combater

Para evitar problemas futuros é preciso começar já a redobrar os cuidados diários com a pele. Especialistas recomendam uma correta hidratação para controlar o ressecamento e evitar que pequenos traumas se transformem em lesões. Outra dica é manter uma boa higiene, utilização de cremes com bons hidratantes e protetor solar. Segundo Traub, o correto seria que os filtros solares deixassem de ser considerados como cosméticos e ganhassem status de medicamentos como forma de barateá-los e, com isso, facilitar o acesso.

Entretanto saúda como positivo que setores da sociedade como a construção civil e funcionários dos Correios, entre outros, recebam filtros para trabalhar diariamente, especialmente em regiões com altas temperaturas, como o Sudeste e o Nordeste. No Rio Grande do Sul, a Assembleia Legislativa aprovou lei pioneira que prevê distribuição de protetor solar a pequenos produtores agrícolas e pescadores que se expõem diariamente ao sol.

Embora considere que as pessoas estejam mais conscientes, Traub reforça que a prevenção é a melhor arma para evitar a doença, considerada como curável, desde que descoberta no início. Uma dica para quem quer evitar danos à pele é beber muita água. E aí o dermatologista alertar: não vale contar chás, refrigerantes e sucos. É água mesmo!

Outra recomendação importante é ir ao dermatologista duas vezes por ano, de preferência antes e depois do verão, onde é possível fazer um exame chamado dermatoscopia para avaliação das lesões.

Fique atento:

- O melanoma caracteriza-se por sinais pretos, borrados e de contornos irregulares e evolui lentamente.
- Os melanomas amelanóticos não têm cor, são duros e fibrosos. Entre os sinais que as pessoas devem ficar atentas estão manchas pelo corpo, lesões e feridas que não cicatrizam, sem justificativa aparente.

Herança de uma vida exposta ao sol

Uma das pessoas que enfrentou os problemas causados pela exposição solar excessiva foi a aposentada Marion Falk, 71 anos, que, na última década, viu surgir no corpo dois sinais, um abaixo do olho e outro no nariz. Enquanto a mancha próxima ao olho foi tratada sem trazer maiores preocupações, a do nariz lhe pregou um susto.

Depois de tentar tratar a mancha com pomadas caseiras, resolveu procurar o dermatologista. Após realizar o tratamento e retirar a lesão veio a descoberta que se tratava de um câncer de pele. Passada a cirurgia, Marion nunca mais enfrentou qualquer problema.

Entretanto admite que o câncer de pele foi consequência das "artes" que cometeu durante a vida inteira, em épocas em que não tinha preocupações com problemas na pele. "Agora a gente sabe que o sol é cumulativo, antes não tínhamos conhecimento, não havia tantos alertas na imprensa. Quando era nova ficava no sol, me queimava muito e, na hora de dormir, mal conseguia me encostar no lençol", resume a aposentada.

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Tags: Câncer,

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