Garoto inventa sensor para ajudar avô com Alzheimer

16 de agosto de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Mente

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A experiência de vida do jovem americano Kenneth Shinozuka, de apenas 15 anos, fez com que ele inventasse um dispositivo especial para pacientes que sofrem com Alzheimer. O sensor foi criado a partir de uma necessidade do avô, portador da doença. Ao perceber as dificuldades enfrentadas pela família para mantê-lo seguro, principalmente durante a noite, que é quando a maioria dos pacientes com Alzheimer costuma sair da cama ou até mesmo de casa, Shinozuka teve uma ideia simples e eficiente. Ele desenvolveu um aparelhinho que detecta quando o paciente encosta o pé no chão e envia um aviso para um aplicativo instalado no celular do responsável pelos cuidados noturnos daquele paciente, ativando um alarme.


Equipamento fica fixado no pé, é flexível e não causa incômodo

O sensor, que fica nos pés do idoso, é fixado com esparadrapo ou até mesmo dentro da meia, é flexível e pouco incômodo. Após seis meses de testes, o sistema de alarme foi capaz de detectar 100% das vezes em que o avô de Shinozuka saiu da cama, número que chegou a surpreendentes 437 vezes no período, ou seja, duas a três vezes por noite. Isto porque, além de evitar que o idoso saia para “passear” desacompanhado, o sistema armazena a frequência das tentativas de fuga. A invenção do jovem lhe rendeu uma colocação entre os 15 finalistas mundiais da reconhecida Feira de Ciências do Google.

Caso Shinozuka seja o vencedor, ele poderá ser premiado com uma viagem de 10 dias para as ilhas Galápagos, uma visita ao porto espacial Virgin Galactic e uma bolsa de estudos no valor de 50 mil dólares. Independentemente do resultado, o jovem já está se preparando para fabricar centenas de dispositivos e pretende doar os sensores para asilos e casas de apoio para pacientes com Alzheimer. O projeto ganhou recentemente o 1º lugar no Scientific American Science in Action Award, que lhe rendeu um prêmio de US$ 50 mil (R$ 113 mil).


Para Fernando Aguzzoli, autor do livro “Quem, eu?” onde conta a história da sua avó que era portadora de Alzheimer, a tecnologia é uma a grande sacada. “O idoso com Alzheimer tende a levantar-se durante a noite, no horário em que todos dormem. É nessas horas que um senhor sem malícias coloca um garfo no microondas, uma panela para ferver, tropeça em tapetes ou até mesmo sai pra rua e se perde na madrugada. Histórias como essas são comuns, mas a invenção de Shinozuka pode mudar esse cenário”, acredita.

 


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