Gravidez tardia é marcador de longevidade em mulheres

08 de julho de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Saúde

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Mulheres que geram filhos naturalmente depois dos 33 anos tendem a viver mais do que aquelas que tiveram seus rebentos com menos idade. A constatação faz parte de uma pesquisa divulgada recentemente pelo departamento de Medicina da Universidade de Boston e publicada na revista Menopause. O levantamento foi baseado no Long Life Family Study, um relatório com análise biológica, social e genética realizada com 551 famílias longevas. Os cientistas cruzaram a idade com que 462 mulheres tiveram o último filho e o total de anos estimados de vida. O resultado indicou que as que pariram o último filho após os 33 anos têm o dobro de chance de viver 95 anos ou mais em comparação às que tiveram o último filho aos 29.


Cientistas acreditam em relação entre o poder de gerar a vida e o envelhecimento mais lento do corpo

A projeção é um alento extra para milhares de mães em uma época em que, cada vez mais, se adia o projeto de engravidar. Na maioria das vezes relacionada à carreira das futuras mamães, essa decisão vem sendo postergada com a ajuda dos avanços da medicina. Contudo, a comunidade médica recomenda que o primeiro filho seja concebido, preferencialmente, até os 35 anos.  "É claro que esse estudo não significa que as mulheres devem esperar para ter filhos em idades mais avançadas, a fim de melhorar as suas próprias chances de viver mais tempo", explicou o coordenador do estudo e professor da Universidade de Boston, Thomas Perls. "A idade no último parto pode ser um indicador de taxa de envelhecimento. A capacidade natural de ter um filho em uma idade mais avançada sinaliza que o sistema reprodutivo de uma mulher está envelhecendo lentamente, assim como o resto de seu corpo." 

Os resultados também indicam que as mulheres podem ser a força motriz por trás da evolução de variantes genéticas que retardam o envelhecimento. "Se uma mulher tem essas variantes, ela é capaz de se reproduzir e ter filhos por um longo período de tempo, aumentando suas chances de passar os genes para a próxima geração", constatou Perls. Esta possibilidade pode ser um indício a respeito de porque 85% das mulheres vivem até 100 anos ou mais, enquanto apenas 15% dos homens atingem essa marca. 

A conclusão obtida pelos pesquisadores da Universidade de Boston confirma estudos anteriores que constataram que as mulheres que deram à luz a uma criança depois de 40 anos de idade eram quatro vezes mais propensas a viver até os 100 anos do que as mulheres que tiveram o último filho mais jovens.


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Tags: Longevidade, Envelhecimento,

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