Longevidade provocará uma revolução no Brasil

21 de agosto de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Saúde

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A longevidade provocará uma revolução ao Brasil e, para estar à frente, o País precisa desenvolver uma cultura do “cuidado”. Essa é a avaliação do presidente do Centro Internacional da Longevidade Brasil (ILC-BR), gerontólogo Alexandre Kalache, feita durante a aula inaugural dos cursos de pós-graduação da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, em São Paulo, neste mês. Ele alertou que o Brasil está entre as nações em desenvolvimento que mais irão envelhecer nos próximos 30 anos. E, segundo o especialista, será fundamental saúde, conhecimento, amigos e boas condições financeiras para garantir a longevidade.


A população brasileira está envelhecendo em ritmo rápido, o que exige mudanças urgentes

O cuidado ao qual Kalache se refere é com a saúde. Isso porque, segundo ele, é possível afirmar que a morte estará cada vez mais associada à velhice. O pesquisador detalhou que as causas externas e as doenças infecciosas representam 26% das mortes no País. As doenças crônicas são as que mais matam no Brasil na atualidade (75%). 

Porém, o fator desencadeador das doenças é consequência do estilo de vida que levamos. "A maneira como e onde vivemos, trabalhamos ou desenvolvemos nosso curso de vida são determinantes, como o estilo de vida ou as condições ambientais. Eles fazem com que alguém da mesma idade tenha risco cinco ou dez vezes maior de desenvolver uma doença em relação à outra pessoa”, alertou.

Uma revolução

A elevação da expectativa de vida exigirá algumas mudanças da sociedade, similar às grandes revoluções. “Será um mundo muito diferente em função do aumento populacional, sobretudo, das pessoas da terceira idade. Isso é revolução”, explicou Kalache, que durante 13 anos esteve à frente do Departamento de Envelhecimento e Curso de Vida da Organização Mundial de Saúde (OMS). “Temos hoje em escala global, mais pessoas vivas com 60 anos ou mais do que a somatória de todas as pessoas que já viveram até essa idade ao longo da história. De 1950 a 2050, teremos um aumento de quase quatro vezes na população global. No caso da população com 60 anos ou mais, este aumento será de cerca de 10 vezes. Na faixa dos 80 anos, esse aumento sobre para 26”, disse.

A preocupação é grande porque a população está envelhecendo rapidamente. “Estou falando do futuro. Um futuro que já é muito presente. Se hoje vocês estão próximos dos 35 anos, em 2050 estarão perto dos 60. Não me acusem de advogar em causa própria”, brincou. E, nesta lógica, não basta apenas viver mais, é preciso antes de tudo, ter qualidade. E não há como falar sobre qualidade sem levar em consideração a saúde.



Segundo o gerontólogo Alexandre Kalache, o País precisa pensar em como garantir qualidade de vida à população que chega à terceira idade

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