Militares americanos estudam chip para alterar a memória

07 de maio de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Mente

Fonte


Barack Obama anunciou investimento de 100 milhões de dólares para projetos de compreensão do cérebro. Crédito: Pete Souza / white house/ i3i

Já pensou em esquecer situações desagradáveis ou lembrar de acontecimentos importantes que, com o passar do tempo, vão ficando menos nítidos na memória? O que mais parece um filme de ficção, futuramente, poderá se tornar realidade. Um grupo de pesquisadores militares americanos está desenvolvendo um implante cerebral capaz de apagar ou restaurar recordações de pacientes com problemas neurológicos. A pesquisa poderá ajudar, por exemplo, milhões de pessoas com o Mal de Alzheimer.

Assim como quem sofre de demência, as pesquisas também poderão beneficiar os 300 mil soldados norte-americanos que sofreram lesões cerebrais graves no Iraque e no Afeganistão. Justin Sánchez, da Agência de Investigação de Projetos Avançados de Defesa (DARPA), explica que se um soldado ficou ferido no cumprimento de seu dever e não consegue se lembrar da família, por exemplo, a ideia é ajudar estas pessoas a recuperarem este tipo de função. Ele falou sobre o tema em conferência realizada em Washington (EUA), organizada pelo Centro de Saúde Cerebral da Universidade do Texas.

Os especialistas garantem que é necessário desenvolver um dispositivo semelhante a um marca-passo, que envia sincronizadamente estímulos elétricos ao cérebro para trabalhar na recuperação destes dados. Uma espécie de prótese da memória.

Contudo, o tema já levanta inúmeros questionamentos éticos, como, por exemplo, se a mente humana pode ser manipulada com o intuito de controlar feridas de guerra ou o envelhecimento do cérebro. O receio é que, quando se mexer com o cérebro, se altere também a identidade da pessoa. Outra questão polêmica que envolve o “apagar de lembranças” é retirar da pessoa a culpa e o compromisso de arcar com as consequências das próprias atitudes.

O projeto faz parte de um investimento de 100 milhões de dólares concedido pelo presidente Barack Obama, que visa fomentar pesquisas de aprofundamento na compreensão do cérebro humano, e deve ser desenvolvido em quatro anos. Uma das perguntas ainda sem resposta é quais serão as cobaias dos primeiros testes em seres humanos. 


Gostou do nosso conteúdo? Acompanhe pelo Facebook


Tags: Alzheimer , Cérebro,

Notícias relacionadas:

Ou se preferir veja uma listagem com todas as notícias do i3i!

Comentários!
Use a caixa de comentários abaixo para comentar, compartilhar e interagir com os leitores do site.


Você também vai gostar de ...

Encontre-nos no Facebook

i3i ® 2014. Todos os direitos reservados.