Mulheres que fizeram a diferença ao telefone e fora dele

29 de junho de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria De bem com a vida

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Após 37 anos trabalhando como telefonista, primeiro no hotel Plaza São Rafael e depois na Forjas Taurus, ambas em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, a aposentada Jurema de Freitas Martins, hoje com 64 anos, não deu chance para o ócio. Em 2013, quando foi desligada da empresa, decidiu que seguiria em atividade. Consciente das dificuldades que poderia enfrentar em busca de uma recolocação no mercado, resolveu que não ia esperar por uma oportunidade. “Não posso ficar parada, em hipótese alguma. Tinha que tomar uma atitude, então fui brincar de diarista”, conta.


Jurema deixou a central telefônica pelas faxinas e segue feliz da vida

Começou na casa de uma colega de trabalho e hoje, um ano depois, só tem dois dias vagos na agenda da semana. “Gostei da brincadeira. Com 64 anos, estou fazendo arte”, diverte-se ela. Como resultado de seu atrevimento e jovialidade, comprou até um carro zero quilômetro.  “O que faz a gente viver feliz é ter metas. Isso dá mais garra para continuar. Não tenho do que reclamar, sou muito feliz”, afirma. Viúva, ela tem dois filhos e adora viajar. Passou o último carnaval no Rio de Janeiro e, no ano anterior, em Recife. A próxima parada será Paris.
Outro exemplo de telefonista de bem com a vida é Jizara Sffair, 66 anos. Apaixonada pela profissão, a falante gaúcha nascida em Lajeado (RS) começou com pouco mais de 20 anos na carreira no Hospital Distrital de Brasília (DF) sem saber “nem pegar no telefone”, lembra ela. Aos poucos, foi ganhando confiança e se profissionalizando. Quando voltou ao Rio Grande do Sul, atuou em muitas empresas e com diversos tipos de centrais. Só tinha uma exigência: queria trabalhar na madrugada para fugir da jornada matutina que, para ela, “sempre foi muito cansativa”. “Na Editoria Sulina, aquela central piscava tanto que até parecia uma árvore de natal”, brinca a aposentada antes de interromper essa entrevista para ir até a cozinha conferir se o pão que havia acabado de enfornar não estava queimando. Atenta à saúde, Jiza, como gosta de ser chamada pelos amigos, garante: “É um pão light”.

A telefonista relata que trabalhou em grandes grupos de comunicação do Sul do país onde foi muito exigida. “Ligavam para a gente de madrugada para saber se a gente estava atendendo bem. Aprendi muito. As pessoas precisam ser bem tratadas, com o tom certo”, aconselha a veterana com a experiência que só 35 anos na ativa dão a uma profissional. 

Mas a grande realização da carreira, diz Jizara, foi operar na central de redes hoteleiras. “Foi onde eu conheci o mundo pelo telefone”, salienta a telefonista, lembrando que adorava conversar com os hóspedes que sempre vinham com uma história diferente de um lugar inusitado. Na lista de celebridades “na linha com Jiza” estão o jogador de futebol Mazzaropi e artistas como Tarcísio Meira e Glória Menezes. Depois de décadas de dedicação ao ofício, ela se aposentou aos 60 para curtir os sobrinhos, os amigos e ter mais tempo para si. Atualmente, uma das distrações é navegar pelo Facebook. 



Jizara diz que conheceu o mundo pelo telefone

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