No Dia de Combate ao Câncer, prevenção é o melhor remédio

08 de abril de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Saúde

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Crédito: http://biocelunicamp.wix.com

Com 580 mil novos casos de câncer previstos para serem diagnosticados só em 2014, o Brasil registra alta mortalidade em decorrência da doença. Os dados alertam autoridades e profissionais ligados ao Instituto Nacional do Câncer, abrindo uma campanha pela prevenção no Dia Mundial de Combate ao Câncer nesta terça-feira (8).Para a oncologista e professora do Departamento de Medicina da Universidade Federal de Viçosa, Flávia Diniz Valadares, apesar da doença seguir matando muito no país, há fatos positivos como novas drogas e recursos quimioterápicos. Com isso, pacientes têm sentido menos os efeitos colaterais do tratamento e vivido mais e melhor. "A nossa luta é para que a doença seja descoberta no estágio inicial. Quanto mais cedo, maiores serão as chances de sucesso. Depois que ela se espalha não tem mais cura", explica a professora.

Um dos cânceres mais letais é o de pâncreas, glândula responsável pela enzima digestiva e pela insulina, que, mesmo não sendo muito comum, dá poucas esperanças aos pacientes. Por isso, defende que a prevenção é o principal aliado na luta contra a doença. E, para reforçar a tese, cita um dado estarrecedor: mais da metade dos casos são detectados em estágio avançado. A oncologista comenta que o câncer mais comum no Brasil é o de pele, devido à exposição excessiva ao sol.Entre os homens, cita principalmente o de próstata, mas lembra que ele pode ser prevenido com o exame de sangue e deve ser feito anualmente a partir dos 40 anos. Para as mulheres, o alerta está relacionado ao câncer de mama, que pode ser prevenido por mamografia anual a partir dos 35 ou 40 anos e o autoexame. Merece atenção também o de colo do útero, constatado através do exame preventivo Papanicolau.

Entre os que atacam igualmente ambos os sexos, o destaque é o de pulmão, especialmente por conta do tabagismo, considerado muito difícil de tratar nos estágios mais avançados. A solução é abandonar o cigarro imediatamente. Preocupante também é o de intestino, associado geralmente à obesidade e à alimentação pobre em fibras.

VITORIOSA - A professora Nancy Medeiros, 57 anos, é um das vitoriosas nessa luta. Foram dez meses de combate a um câncer de mama descoberto no final de 2011 graças à realização de um exame de rotina. Ela conta que foi um processo doloroso porque acabou tendo que passar por duas cirurgias e fazer 45 sessões de quimioterapia. Mas, assim como a sua avó materna, venceu a queda de braço contra a doença, embora lembre que serão cinco anos de monitoramento com exames anuais, afora os medicamentos.

Feliz por ganhar uma nova chance de continuar vivendo, acredita que tenha sido fundamental o apoio recebido dos familiares, a fé em Deus e o pensamento positivo. "Nada é por acaso. Neste tempo todo, evitei ao máximo parar de trabalhar", conclui a professora.

O Instituto Nacional do Câncer publicou um levantamento detalhado sobre os principais casos de doença, com dados sobre ocorrências por sexo e regiões mais atingidas no Brasil. Seguem algumas informações:


Homens

Próstata - Lidera o ranking dos mais incidentes em todas as regiões do
país, sem considerar os tumores de pele não melanoma. A região mais
afetada é a Sul, com 91 casos a cada 100 mil habitantes, seguida por
Sudeste (88 casos por 100 mil); Centro-Oeste (63 casos por 100 mil);
Nordeste (47 casos por 100 mil); e Norte (30 casos por 100 mil).

Pulmão - É o segundo mais frequente no país e nas regiões Sul (34
casos para cada 100 mil habitantes) e Centro-Oeste (14 casos por 100
mil). Já nas regiões Sudeste (19 por 100 mil), Nordeste (9 por 100
mil) e Norte (8 por 100 mil), ocupa a terceira posição.

Cólon e reto - É o terceiro mais incidente no país. Ocupa o segundo lugar na região Sudeste (23 casos por 100 mil) e a terceira posição na Região Sul (20 casos por 100 mil) e na região Centro-Oeste (12 casos por 100 mil). Na região Norte (4 casos por 100 mil),está na quarta posição. No Nordeste (6 por 100 mil), esse tipo de tumor ocupa o quinto lugar.

Estômago - É o quarto colocado no país. Segundo tumor mais frequente nas regiões Norte (11 casos/100 mil) e Nordeste (10 casos/100 mil). Está em quarto lugar nas regiões Centro-Oeste (11 casos/100 mil) e Sul (16 casos/100 mil) e na quinta colocação na região Sudeste (15
casos/100 mil).

Cavidade oral - Ocupa o quinto lugar geral entre a população masculina. Nas regiões Nordeste (7 casos/100 mil) e Sudeste (15 casos/100 mil) ocupa a quarta posição. Na Região Centro-Oeste (8 casos/100mil) está na quinta colocação.

Leucemias - Ocupa a quinta posição na Região Norte (4 por 100 mil). No ranking nacional, está na nona posição.

Esôfago - Figura na quinta colocação na Região Sul (16 por 100 mil). No Brasil, entre os homens, ocupa a sexta colocação.

Mulheres

Mama - É o tipo mais frequente nas regiões Sul (71 casos/100 mil), Sudeste (71 casos/100 mil), Centro-Oeste (51 casos/100 mil) e Nordeste (37 casos/100 mil). Na região Norte é o segundo mais incidente (21 casos/100 mil).

Cólon e reto - Segundo mais frequente no país e nas regiões Sudeste (25 casos/100 mil) e Sul (22 casos/100 mil ). É o terceiro mais incidente nas regiões Centro-Oeste (15 casos/100 mil) e Nordeste (8 casos/100 mil). Na região Norte (5 casos/100 mil) é o quarto colocado.

Colo do útero - Ocupa o terceiro lugar geral no país. Está em primeiro lugar na região Norte (24 casos/100 mil). Nas regiões Centro-Oeste (22 casos/100 mil) e Nordeste (19 casos/100 mil) ocupa a segunda posição geral. Na região Sudeste (10 casos /100 mil) é o quarto, e na região
Sul (16 casos /100 mil), o quinto mais incidente.
Pulmão - Quarto tipo mais comum no Brasil. É o terceiro mais frequente nas regiões Sul (21 casos/100 mil hab) e Sudeste (11 casos/100 mil). Nas regiões Centro-Oeste (8 casos/100 mil) e Nordeste (6 casos/100 mil) ocupa a quarta posição. No Norte (5 casos/100 mil) aparece em quinto lugar.

Estômago - É o terceiro mais incidente na Região Norte (6 por 100 mil) e o quinto no Brasil,no Nordeste (6 por 100 mil) e no Sudeste (8 casos/100 mil)

Tireoide - É o quinto colocado na classificação nacional. Na Região Sul é o quarto colocado com 16 casos novos por 100 mil habitantes. Na região Sudeste aparece na sexta posição.

Ovário - É o quinto colocado na Região Centro-Oeste com 7 casos por 100 mil habitantes. Na classificação nacional, aparece na oitava posição.

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Tags: Câncer,

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