O que aconteceu com o exoesqueleto?

17 de junho de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria O que nos inspira

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Apesar da expectativa de que o primeiro chute da Copa do Brasil seria dado por um paraplégico por meio de um exoesqueleto comandado pela força do pensamento, o que se viu durante a solenidade de abertura dos jogos foram módicos três segundos de um lance praticamente sem emoção. Os mais distraídos podem nem ter se dado conta de um passe que ocorreu na lateral do campo no meio de meninos correndo com bolas amarradas em barbantes. A falta de atenção dada pela transmissão oficial da Fifa ao exoesqueleto gerou polêmica, principalmente frente a um projeto que requisitou investimento de R$ 33 milhões via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Conduzido pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, o exoesqueleto comandado pelo cérebro foi alvo de 17 meses de trabalho, tempo considerado recorde e que envolveu mais de 150 pesquisadores de 25 países.


Apresentação de 3 segundos frustrou pesquisadores e brasileiros que assistiam à abertura da Copa.

A frustração gerada pela apresentação acanhada no Itaquerão, em São Paulo, inflamou críticas de todos os lados. O cientista garante que entregou o que foi combinado, mas ficou nitidamente insatisfeito com a transmissão da televisão. Outros criticaram o projeto em si, que poderia ter avançado com o uso de implantes cerebrais, mas acabou limitando-se ao capacete com sensores de eletroencefalografia, uma técnica similar a de outros centros de pesquisa como o da Universidade de Bruxelas e da Universidade de Houston. A inovação do exoesqueleto brasileiro, garante o neurocirurgião, é que paraplégicos como Juliano Pinto, que deu o polêmico chute na abertura do Mundial, recebem um feedback da ação.

Inicialmente, a expectativa era que o paraplégico, usando a vestimenta robótica que transforma a força do pensamento em movimentos mecânicos, iria caminhar até o centro do gramado e, sozinho, dar o pontapé inicial do jogo de abertura. Mas não foi o que aconteceu. O que se viu foi um rapaz apoiado por duas pessoas na lateral do campo e que tocou levemente a bola com a perna direita. “A Fifa nos deu 29 segundos. Foi um esforço dramático e realizamos em 16. Mas, pelo visto, a Fifa não estava preparada para filmar esse experimento histórico”, lamentou Nicolelis.

O exoesqueleto é  comandado pelo cérebro do paciente, por meio de eletrodos que captam os sinais dos neurônios e os retransmitem para o equipamento. Oito voluntários passaram pela experiência, dando os primeiros passos por meio de avatares em ambientes de realidade virtual e, depois, por passos reais até chegar o momento de vestir o exoesqueleto.

Veja mais sobre o projeto em:
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