O que fazer para driblar a "Depressão pós-Copa"

09 de julho de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria O que nos inspira

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A Copa do Mundo se encaminha para o fim no próximo domingo, 13 de julho, e vem à tona uma certa tristeza. Mais do que a sensação de título perdido depois da trágica derrota do Brasil contra a Alemanha por 7X1 no Mineirão, os torcedores tendem a “sofrer” com uma espécie de ‘Depressão pós-Copa’. Afinal, os brasileiros já se acostumaram a visitar a Fan Fest, a ter pelo menos “um feriado” por semana e a confraternizar com os amigos e familiares antes, durante e depois dos jogos da seleção. E em muitos outros clássicos também. Com os jogos acontecendo no Brasil, foram vários dias de folga ou de expediente reduzido que deram ânimo extra a milhares de brasileiros e levaram gente que nunca tinha sonhado em ver uma Copa do Mundo aos estádios. Sem falar no sonho do hexa, que acabou enterrado em uma tarde melancólica e de pouco futebol. Por tudo isso, é normal sentir a ausência da euforia que imperou nas ruas nas últimas semanas.


Brasileiros devem procurar aprender com o legado emocional do Mundial

Mas é preciso seguir em frente e aproveitar o legado emocional positivo deixado pela Copa. Perdemos, é verdade, mas que isso nos ensine a reconhecer as falhas, replanejar estratégias e levantar a cabeça novamente. Assim como disse o técnico Luiz Felipe Scolari logo após o jogo de terça-feira: “a vida continua”.

Segundo a psicóloga Ana Cristina Garcia Dias, o sofrimento e alegria dos brasileiros com a seleção devem-se ao fato de que as pessoas identificam-se com os jogadores. “É um ‘colamento’ da nossa identidade com a identidade da seleção brasileira”, pontua. Professora do departamento de Psicologia do Desenvolvimento e da Personalidade do Instituto de Psicologia da Ufrgs, ela considera que esse abalo emocional tenha relação com a garra, força, emoção e afeto, todos valores transmitidos pelos jogadores. Ela pondera que a sensação é semelhante ao período das festas de fim de ano. “Ao final das comemorações, vem o momento de reflexão. As pessoas param e fazem uma avaliação do que deu certo ou não”, compara.

Esta “depressão pós-Copa”, como pode ser chamado o esvaziamento de emoções relacionadas ao campeonato mundial, geralmente é superada em alguns dias ou semanas. “A depressão severa não tem a ver com um evento em si, e sim com a maneira como a pessoa pensa ou interpreta as coisas”, diferencia Ana Cristina. Segundo a psicóloga, este período de parar e avaliar é normal. “Se configura como patológico apenas se virar um pensamento recorrente e focado em aspectos negativos”, destaca. 

Para driblar qualquer sentimento negativo, ela sugere que se verifique de que forma aconteceram as festividades boas durante a Copa, como confraternizações, jantares e encontros familiares. Constatado isso, é só pensar o que pode ser feito para que esses momentos se repitam ao longo do ano. Identificar o impacto do evento, redefinir planos e estratégias para que seja possível encaixar essas atividades no seu dia-a-dia pode ser uma boa forma de manter o alto astral e ter sempre o que comemorar. Afinal, há muitos motivos mais importantes do que o futebol a serem festejados. Basta estar com o coração aberto e chamar os amigos.


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Tags: Copa,

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