Oito anos de progresso contra a violência à mulher

05 de agosto de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Relacionamento

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A violência contra a mulher não tem classe social nem idade. Todos os anos, milhares são agredidas dentro do lar por seus companheiros, maridos e filhos e, geralmente, se calam para não abrir ainda mais a ferida nem impor constrangimentos a quem amam. Nos últimos oito anos, o silêncio dessas vítimas da violência doméstica vem ganhando voz com a ajuda da Lei Maria da Penha (11.340/2006), que completa mais um ano de vigência nesta quinta-feira (7 de agosto).


Maioria das agressões ocorre dentro do próprio lar. Lei Maria da Penha prevê ação contra violência física e verbal

Classificada pela ONU como umas das três melhores legislações do planeta, a Lei Maria da Penha surgiu de movimentos históricos promovidos por mulheres e permitiu o aparelhamento e especialização do Poder Judiciário para intermediar conflitos. Com ela, as vítimas sabem a quem recorrer e recebem do Poder Público o auxílio de que precisam. Os agressores também passam por reciclagem. Muitas mulheres, no entanto, chegam a pedir ajuda nas varas judiciais da Lei Maria da Penha, mas acabam voltando para seus parceiros e, meses depois, retornando aos pontos de atendimento com o rosto marcado por novas agressões.


Meu filho me bateu

Nas situações de violência contra mulheres idosas, essas são violentadas não apenas pelos companheiros, mas também pelos próprios filhos, que, em alguns casos, são usuários de drogas ou possuem alguma deficiência mental, relata Ivete Machado Vargas, mediadora judicial responsável pela parte de violência doméstica. Muitas senhoras não denunciam os agressores pelo fato de dependerem da ajuda desses para viver e muitas das denúncias são feitas por outras pessoas e não pelas vítimas, diz a mediadora. Segundo a servidora, há outros casos, em que os próprios maridos agressores vão à Justiça ao lado de suas esposas pedir ajuda na tentativa de acalmar o ciúmes que lhes leva a agressão. Contudo, o relato mais comum refere-se ao uso de dorgas e álcool: “Ele bebeu e me bateu”.

Entre as mulheres que recorreram à Justiça em busca de um fim para seu sofrimento, está Suzana, 60 anos. Vítima de agressões vindas do próprio filho, foi obrigada a prestar queixa do jovem de 18 anos. Tudo começou quando ela descobriu que o marido tinha uma amante. Suzana pediu a separação, o que causou revolta do filho, que passou a agredi-la verbalmente e fisicamente. Ela conta que era agredida, insultada com palavras ofensivas e que, certa vez, o filho jogou um micro-ondas contra ela. Em outros momentos, retirava os chips do celular para que ela ficasse incomunicável. Diante de tanto sofrimento e medo, Suzana resolveu ir até o fórum para procurar ajuda da Lei Maria da Penha. O rapaz foi chamado para uma conversa, o que, garante Suzana, resolveu o problema. Ele ainda convive com a mãe, mas o medo da Lei Maria da Penha o fez parar com a violência.

Denuncie casos de violência contra a mulher pelo telefone 180 (Lei Maria Penha)


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Tags: Violência,

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