Os riscos da gordura visceral

06 de maio de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Saúde

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Ecografia abdominal tradicional é capaz de detectar riscos de doenças como a temida gordura no fígado

Pesquisa publicada pela Revista Radiologia Brasileira indicou a possibilidade de medição da chamada gordura visceral através de simples exames de ecografia abdominal. Pela tese defendida pelo médico ecografista da Fugast, Roberto Eifler, há uma relação clara entre a espessura de gordura a ser medida entre o músculo reto abdominal e a aorta e o risco de desenvolver esteatose hepática (gordura no fígado). Inédito, o estudo passou pelo crivo de analistas antes da publicação e deve, em breve, tornar-se referência. "É um procedimento simples e que se agregado à ecografia pode ajudar muitas pessoas a conter os danosos avanços da síndrome metabólica", pontuou o especialista, referindo-se também à doença que inclui fatores como obesidade, diabetes, elevação de triglicerídeos e hipertensão.

Segundo ele, reduzir a gordura visceral é uma questão de estilo de vida. Após o diagnóstico, a doença pode ser tratada com mudanças simples no dia a dia, como redução da gordura na dieta alimentar e prática de exercícios físicos. "O problema é que a maioria dos pacientes não sabe que tem gordura visceral acima do padrão até ter algum problema mais sério de saúde. Muitos, inclusive, são magros, mas têm gordura visceral acima do padrão", pontua.

O estudo é resultado de avaliações de pacientes realizadas entre outubro de 2012 e janeiro de 2013. As conclusões são de que medições de gordura visceral acima de 7 centímetros para mulheres e 8 centímetros para homens indica provável risco. Índices acima de 9 cm para mulheres e 10 cm para homens sinalizam risco considerável de desenvolvimento de esteato-hepatite e síndrome metabólica. “Nos Estados Unidos, a cirrose causada pela esteato-hepatite é a terceira causa de transplantes de fígado e há estudos que indicam que, em 2020, será a primeira", alerta o ecografista.

Como medir a gordura visceral

A medida é feita com um equipamento de ecografia e consiste em auferir a distância entre a face profunda da linha alba, que une os músculos retos abdominais, e o plano da face posterior da aorta um centímetro acima do umbigo do paciente.

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Tags: Obesidade, Esteatose,

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