Pesquisa transfere nutrientes do feijão para o arroz

03 de abril de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Saúde

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Qualidades do prato preferido dos brasileiros foram alvo de estudo na Universidade de Viçosa

Uma pesquisa concluída recentemente pela Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, promete reforçar ainda mais a importância do consumo de arroz e feijão pelos brasileiros. Depois de um ano de estudos coordenados pela engenheira de alimentos e reitora da universidade, Nilda de Fátima Ferreira Soares, os pesquisadores chegaram à produção de embalagens que, quando cozidas em conjunto com os grãos, transferem a eles novos nutrientes.

A descoberta faz com que os cereais atinjam a perfeição com a troca de aminoácidos, ou seja, os nutrientes que são encontrados no arroz podem ser repassados ao feijão e vice-versa. Nilda explica que a pesquisa foi pensada como uma forma de ajudar as pessoas que não gostam de comer um ou até os dois tipos de alimentos a terem uma alimentação mais equilibrada.

No caso do arroz, é usada uma embalagem biodegradável à base de celulose, enquanto que para o feijão se opta por uma cera revestida de carnaúba ou um amido formando uma espécie de mingau. Para garantir um arroz com os princípios nutricionais do feijão, a dona de casa deve cozinhar o produto dentro do saquinho de celulose em água, retirando o recipiente apenas na hora do consumo. No feijão, o cozimento é feito com o grão mergulhando na solução ou cera.

Nilda garante que as embalagens não trazem qualquer problema ao organismo, só benefícios. Entre os públicos mais indicados para receber o arroz e o feijão com nutrientes extras estão crianças que rejeitam esses alimentos e pacientes com dieta controlada.

Os resultados foram tão satisfatórios que os pesquisadores estão providenciando a patente das embalagens e pretendem oferecer o feito para indústrias de alimentos assim como para ensacadoras de arroz.

A descoberta é uma esperança para que o filho de Suelen Lima, 24 anos, passe a ingerir os nutrientes do arroz e do feijão. Com apenas três anos, o pequeno Saimon protagoniza brigas diárias com a operadora de telemarketing, já que a ingestão dos dois alimentos costuma ser feita a custo de muitas brigas. "É uma opção dele de não comer. A gente mostra que é preciso, mas quando vê que é arroz e feijão começa a brigar ", completa Suelen. Preocupada com a situação, procurou um médico. Além de continuar insistindo, tem compensado a falta dos nutrientes dando outros alimentos como saladas, legumes, verduras e sucos naturais.

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Tags: Gastronomia,

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