Projeto treina cães para acompanhar cadeirantes

11 de agosto de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Relacionamento

Fonte

Conteúdo exclusivo © i3i

Unindo o conhecimento em adestramento e a vontade de ajudar ao próximo, um casal apaixonado por cães vem desenvolvendo uma iniciativa inédita em São Paulo. Aproveitando o espírito de colaboração que estes animais têm, eles fundaram o projeto social Cão Inclusão, que treina cães de assistência para cadeirantes. O trabalho começou em 2013 e a meta é chegar a 50 animais em treinamento nos próximos dois anos.
 


Cão Inclusão está treinando Toddy para ajudar portador de deficiência


Dois já estão a caminho: o Toddy, um Golden Retriever que deve concluir o treinamento em novembro, e o Lollo Lontra, um Labrador que está iniciando a fase de adaptação com seu parceiro humano. Estas são as duas raças ideais para o serviço devido a características genéticas e de comportamento. Ainda assim, não são todos os animais que se enquadram nos pré-requisitos para integrar o projeto. É preciso fazer uma seleção criteriosa de filhotes para que aumentem as chances do animal ser um bom cão de assistência.

Ao todo, são 32 características comportamentais que precisam ser atendidas. Entre as principais, está a confiança. “O cão precisa ser autoconfiante e calmo, mas, ao mesmo tempo, ter a energia necessária para trabalhar o dia todo. E esta combinação não é muito comum”, explica o adestrador Leonardo Ogata, um dos fundadores do Cão Inclusão. Essa escolha implica em custos, pois quanto melhor a genética, mais caro pode custar o animal. “As pessoas se emocionam com o projeto”, relata ele, alertando, contudo, que, para a iniciativa crescer, ainda falta apoio financeiro.

O treinamento no Cão Inclusão


A capacitação do cão inicia aos dois meses de idade. Durante um ano, ele fica com uma família voluntária para socialização do animal. Enquanto isso, a equipe do Cão Inclusão oferece toda a assistência necessária para que o animal se desenvolva da melhor maneira possível. Após este período, que será essencial para saber se o cão escolhido, de fato, será um bom acompanhante para o cadeirante, iniciam-se os treinos específicos para que ele possa aprender a juntar coisas, abrir portas, pegar um cobertor no armário e até água na geladeira. Esta etapa dura oito meses.

Em seguida vem o que Ogata chama de formação de dupla, ou seja, ensinar a pessoa que vai recebê-lo. “Este é o momento de fazer a ligação entre os dois”, explica o adestrador. Ele destaca que o cadeirante contemplado, que não terá custo algum com o cão de assistência, será escolhido a partir das características apresentadas pelo animal. Nesta fase final, são dois meses de treino diário. Ao final de dois anos, está pronto o Cão Inclusão.

O acompanhamento dos cães de assistência, que podem trabalhar até os 10 anos, está previsto no projeto, que se responsabiliza ainda pela aposentadoria dos animais de serviço. Isto inclui, no longo prazo, também planejar a reposição deste ajudante. “É um compromisso nosso ter outro cão para substituir”, garante Ogata, já que toda a vida da pessoa cadeirante vai estar organizada em função do amigo de quatro patas.

Veja mais no vídeo abaixo



Golden Retriever e Labrador são raças preferidas para o trabalho no Cão Inclusão, explica Leonardo Ogata



Gostou do nosso conteúdo? Acompanhe pelo Facebook


Tags: Pet,

Notícias relacionadas:

Ou se preferir veja uma listagem com todas as notícias do i3i!

Comentários!
Use a caixa de comentários abaixo para comentar, compartilhar e interagir com os leitores do site.

O i3i também está no Facebook

Veja abaixo o que os seguidores da nossa fanpage estão dizendo sobre essa matéria.


Você também vai gostar de ...

Encontre-nos no Facebook

i3i ® 2014. Todos os direitos reservados.