Quando lutar é sinônimo de solidariedade

28 de março de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Esporte

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Arnaldo e seus pupilos apostam em competições latinoamericanas. Fotos: Arquivo Pessoal

Prestes a se tornar o mais novo sexagenário no tatame, Arnaldo Silva, 59 anos, é um homem simples, mas de coração grande. Amante das artes marciais, enfrenta qualquer luta, seja no karatê, taekwondo, judô, kung fu, capoeira, seja na vida. O grande desafio surgiu há dois anos quando resolveu empreender e abrir uma escola própria de artes marciais. O amor pelo esporte não seria apenas fonte de renda, mas de solidariedade.

Depois de trabalhar por mais de 25 anos na área de segurança privada conciliando com as competições esportivas e a rotina diária de treinamentos, resolveu ensinar o esporte para jovens carentes. Prestes a concluir a sua própria academia, diz com orgulho que ensina a arte marcial de graça como forma de dar um futuro melhor para as pessoas. O objetivo é formar cidadãos e, de quebra, descobrir novos 'Arnaldos'.

Mas os anos não trouxeram moleza para o lutador. Quem esperava ver Arnaldo reduzir o ritmo, foi surpreendido com o contrário. Ele não só manteve a rotina de aulas, como também arranjou tempo para o seu treinamento e para as competições. No ano passado, ele participou do campeonato Sul-Americano no Uruguai e pretende voltar em 2014.

Mas tem sido justamente por contar com alunos promissores que ele decidiu se dedicar aos jovens talentos. De acordo com o lutador, pelo menos oito alunos faixa preta estão com nível muito bom e em condições de assegurar grandes resultados. "É uma troca de energia com eles, porque na verdade dou aulas e treino junto. Para aguentar a rotina é preciso boa saúde e treinar sempre para buscar a evolução. Sei que muitos podem melhorar", opina o professor.
Para Arnaldo, a força para aguentar a maratona de aulas vem justamente da recompensa do trabalho voluntário e da consciência de que se parar de treinar todas as conquistas para uma vida saudável poderão ser perdidas. Por isso, Arnaldo nem pensa em abandonar o esporte, que, no passado, o ajudou a sair de um quadro de depressão grave. Ele conta que se agarrou ao karatê e dispensou a ajuda de médicos e medicamentos. "Aprendi muito com as artes marciais, foi uma salvação para mim porque soube trabalhar o autocontrole ", diz o lutador, que soma mais de 120 medalhas e uma incontável coleção de troféus.

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