Redescobrindo o mundo após os 60

30 de agosto de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria On the road

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Quem nunca pensou em viajar e conhecer o mundo? Este sonho pode se tornar realidade, principalmente se você tem mais que 60 anos. Com disponibilidade de tempo, as opções são diversificadas e atendem a praticamente todos os gostos. Além disso, os agentes de turismo estão atentos às especificações desse público e oferecem promoções e oportunidades especiais. 


A Patagônia foi um dos primeiros lugares que dona Heloísa conheceu quando começou a viajar sozinha

Heloísa Cunha, de Fortaleza (CE), é um exemplo de que esse sonho é possível. Após se aposentar, com 58 anos, ela decidiu colocar em prática o que antes era apenas um sonho: conhecer o mundo. Agora, aos 71 anos, ela já perdeu as contas de quantos países visitou neste tempo. A única certeza é que vem mais estrada pela frente. “Sempre achei que quando me aposentasse iria viajar. Casei cedo e tinha três filhos para criar. Faltavam condições. Agora, com os filhos crescidos e eu aposentada peguei o carro e fui pra rua”, brinca ela, ao lembrar da primeira viagem. Foram quatro meses percorrendo a América do Sul num jipe sozinha. O ponto central foi a Patagônia.

Para quem está pensando em pegar a mala e seguir pelo mundo, dona Heloísa faz algumas recomendações. Informação é sempre importante. Além disso, ter um plano de viagem pode tornar o passeio mais agradável e reduzir o risco de imprevistos. Um pré-orçamento ajuda também. Mas o principal é manter o bom humor. Isso porque é praticamente impossível eliminar os contratempos mas, mesmo assim, dá para tirar proveito dessas situações. “Viajando acumulamos muitas histórias na bagagem. Algumas engraçadas e outras nem tanto. Mas são experiências”, diz. Ela já percorreu praticamente toda a América, desde o Alasca (Estados Unidos) até a ponta da Argentina. O único país que ficou de fora foi a Guiana Francesa. A sua última viagem foi para a África.

Com o êxito do seu projeto pessoal, Heloísa criou um blog aonde compartilha experiências e incentiva outras pessoas a por o pé na estrada. No “Avós no 3º Milênio”, ela conta um pouco sobre as viagens, relata passeios e curiosidades. “No início, foi uma espécie de diário de bordo, uma maneira de mostrar para outras pessoas, em especial mulheres, que era possível sim concretizar esse sonho”, recorda. Além de incentivar, ela também tem estimulado a família, em especial o marido e as irmãs, a conhecer o mundo.

Ao ser questionada sobre os benefícios de viajar, dona Heloísa é enfática: é uma maneira de se autoconhecer e de explorar novas culturas. Se há algum preço que pague essa experiência, a resposta vem rápida: “Não”.

Novos incentivos ao turismo

E para impulsionar este mercado o governo federal desenvolve o programa “Viaja Mais Melhor Idade”, voltado às pessoas com mais de 60 anos. A iniciativa busca estimular a atividade turística, além de fortalecer o segmento no País. Quem quiser conhecer mais sobre a ação basta acessar www.viajamais.gov.br onde estão reunidas as promoções, vantagens e descontos. Na prática, o site se torna uma vitrine de ofertas. Em alguns pacotes, os descontos variam bastante, podendo chegar a 40%.

Para incentivar ainda mais o setor, está em tramitação na Câmara dos Deputados um projeto de lei que inclui o turismo com direitos fundamentais aos idosos, junto com educação, cultura e esporte, dentro do Estatuto do Idoso. A responsabilidade seria do poder público, que deverá criar políticas de turismo e estímulo à oferta de serviços. A iniciativa ainda deverá passar por discussões nas comissões de Turismo; Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça.

E o mercado também está atento aos viajantes da terceira idade. Segundo Cintia Paoleschi, da agência Cinthe-Tur, de São Paulo, que tem um grupo especializado em atender esse público,  houve um expressivo crescimento no número de pessoas com mais de 60 anos que busca viajar.

Ela acredita que a principal mudança foi o fato de que eles deixaram de ficar só em casa e estão interessados em novas experiências. E, além disso, há vantagens em trabalhar com este público. Eles normalmente têm mais tempo, dinheiro e interesse. E, quando se compara aos grupos de jovens, ela reconhece que eles têm mais "disposição e respeitam os horários".

Cintia também ressalta que há outro benefício nas viagens em grupo da terceira idade: a socialização. "Elas acabam fazendo amizades, se encontram durante as viagens e já marcam outras atividades juntas", explica.

Então, vamos fazer a mala e por o pé na estrada?



Heloísa contempla o pôr do sol em Swakopmund, na Namíbia, África

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Tags: Viagem,

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