14ª Parte - Terror noturno assusta, mas passa com a idade

14 de agosto de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Mente

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Comum na infância, o terror noturno perturba o sono e assusta mais os pais do que os pequenos. Isso porque, ao acordar em sobressalto, a criança geralmente não se lembra dos gritos e nem dos pesadelos que teve durante o sono. Cena bem mais apavorante para quem está acordado, já que se caracteriza pela expressão de pânico, gritos e choro desesperado. “O melhor é não acender a luz, passa mais rápido sem intervenções”, recomenda o médico Denis Martinez, da Clínica do Sono.

 


Distúrbio geralmente acomete crianças e passa com os anos

Segundo o especialista, embora não exista uma explicação comprovada para o terror noturno, “acredita-se que seja um momento em que os pesadelos misturam-se ao sono profundo, quando fica mais difícil de acordar”. Em pessoas com o sono normal, os sonhos e pesadelos ocorrem na fase REM. Desta forma, o entendimento dos médicos é de que existem estágios do sono alterados, “fora do lugar”, diz Martinez.

O terror noturno é um transtorno do sono que acomete 3% das crianças e ocorre com maior frequência entre 5 e 7 anos de idade. É caracterizado por um súbito alerta acompanhado de gritos e manifestações de medo intenso, com ataques que duram, em média, de 30 segundos a 5 minutos. A criança senta na cama, mas não responde a estímulos. Se acordada, pode ficar confusa, mas volta a dormir em seguida.

Os episódios de terror noturno tendem a ocorrer no início da noite, fato que pode ajudar na diferenciação com os pesadelos comuns, que ocorrem mais próximos da manhã. É o caso da menina B.B., de 7 anos. Desde pequena, assustava a família com crises de choro e muitos gritos. Sentava na cama, gritava imóvel, não reagia ao consolo da mãe e, após alguns minutos, voltava a dormir. A avó geralmente apelava à reza e garantia com veemência que a menina tinha um “encosto”. Com os anos, os ataques foram ficando mais espaçados.

O tratamento para pacientes com terror noturno pode ser feito em geral com antidepressivos ou com benzodiazepínicos, que ajudam a resolver a maioria dos casos e também auxiliam a conter crises de sonambulismo. Contudo, o terror noturno diminui sozinho com a idade. Estatísticas indicam que menos de 1% dos adultos apresentam este distúrbio.
 



Problema é motivo de angústia aos pais e pode ser tratado com antidepressivos

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Tags: Os Mistérios do Sono,

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