Um caminho para a mente não envelhecer

21 de abril de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Vivendo e aprendendo

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Maria Bonatto quer construir imóveis para a classe média. Foto: Arquivo pessoal

Dividindo seu tempo entre trabalhar, cuidar da família e atuar como voluntária aos finais de semana, a contabilista Eva Mallet, 61 anos, achou tempo para voltar a estudar. Ela é aluna do 6º semestre do curso de Psicologia e garante que está no campus para “não deixar envelhecer a mente”. Ela defende que falta aos idosos mais esclarecimentos da importância de buscar um novo aprendizado e novas amizades.

Apesar de seguir na ativa mesmo aposentada, Eva garante que só conseguiu volta para a escola graças ao projeto de preços especiais para a terceira idade. Atualmente, ela trabalha na área financeira de uma empresa de tintas. Formada em Ciências Contábeis em 1997, conta que resolveu voltar aos bancos escolares pelo prazer de estudar e por se sentir desconfortável por não estar com o tempo completamente ocupado. “Não tenho perdido para os jovens em aula”, completa orgulhosa.

Aposentada desde 2000, a também contabilista Maria Clara Sehn Bonatto, 61 anos, está no penúltimo semestre de Arquitetura e Urbanismo com previsão de formatura para o final do ano. Tendo trabalhado durante muitos anos num banco público, em área ligada a financiamentos habitacionais, ela conta que a opção pelo curso foi como se retomasse uma antiga paixão, depois de ser provocada a voltar a estudar por uma das filhas. “Estava me sentindo mal. Não é meu estilo ficar em casa, embora seja uma ótima dona de casa”, comenta. Para a acadêmica, voltar a estudar fez com que ela rejuvenescesse, se arrumasse melhor e, principalmente, ficasse com a “cabeça boa”. Prova disso é que Maria Clara sempre é convidada para as festas das colegas mais novas. A menos de um ano da formatura, possui alguns convites para trabalhar em escritórios ao lado de colegas, mas a tendência é que opte por uma carreira individual, dando prioridade para projetos de construção de imóveis para classe média baixa.

Estudar traz qualidade de vida

A coordenadora do curso de Gerontologia da USP, Rosa Yuka Sato Chubaci, lembra que a participação de idosos no projeto Universidade Aberta para à Terceira Idade traz resultados muito positivos a eles, como melhoria da qualidade de vida, maior contato com outras pessoas e até mesmo redução de doenças. “Percebeu-se desde o começo que os idosos ficavam muito tempo em casa, não saiam muito e não viam sentido para a vida”, comenta a professora da USP.

Com o programa, passaram a ser mais ativos, se sentiram valorizados e participantes na sociedade, evitando o isolamento e visitando os médicos com menor frequência. Sem contar os ganhos na memória e no papel social que o programa consegue fazer com este tipo de público. Para a especialista, será cada vez mais normal a presença de idosos retomando os estudos em função do aumento da expectativa de vida e da necessidade de se inserir na sociedade. “Eles podem passar as suas experiências e isso é algo valioso”.

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Tags: Universidade, Educação,

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