Confiar ou não confiar... eis a questão

13 de maio de 2014, escrito por Anmol Arora

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A palavra confiança vem do latim e significa intensificação da fé. Ou seja, quanto mais fé você tem, mais você confia. Para o cérebro, confiar em si, no outro, numa pedra, num santo ou em Deus é a mesma coisa. As conexões nervosas relacionadas à fé ocorrem sempre nas mesmas regiões cerebrais. No meio científico, ainda há poucas pesquisas sobre o assunto, mas já existem comprovações de que pacientes que têm fé melhoram mais do que os que não têm.

O interessante é que esse estado é natural. Não nascemos desconfiados, ou medrosos, ou inseguros. Os bebês têm confiança, estão entregues, livres. Cabe aos cuidadores reforçar esse estado. A criança deposita a confiança no outro. E o adolescente quer confiar em si, mas ainda precisa do reforço dos outros. O que se espera de um adulto? Que seja confiante, que confie nas suas capacidades e nos seus atributos. Mas isso, em geral, não ocorre. A grande maioria dos adultos tem uma confiança infantil. E o que isso gera? Dúvidas, medos, sofrimento. O que se espera de um ser humano adulto é que ele busque conectar-se a esse estado de confiança básica apesar de todos os eventos geradores de desconfiança na sua vida. Senão, será um eterno sofredor. Será um adulto por fora e uma criança insegura por dentro. A confiança que vem de dentro para fora ninguém lhe dá e ninguém lhe tira. Faz parte daquele monte de atributos que são gerados pela fonte inesgotável de coisas boas do seu ser interior. Se você é um eterno desconfiado, você fez pacto com o sofrimento. Se você confia em algo ou alguém, já vai se sentir melhor. Agora, se você amadureceu e aprendeu o caminho da confiança que vem do seu íntimo, você tem grandes chances de ser uma pessoa feliz.



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Anmol Arora



Nasceu na Índia em 1965. Reside no Brasil desde 1971. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Ceará. Especializou-se em Psiquiatria no Rio Grande do Sul. Trabalha numa visão humanística utilizando técnicas de autoconhecimento e Yoga. Co- autora do livro Terapias Quânticas do físico quântico Harbans Lal Arora. Co-fundadora da ONG Mente Viva que trabalha com a Meditação pela paz escolas.

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