O Dia do Motorista

24 de julho de 2014, escrito por Eduardo Giez Estima

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Muito tenho escrito aqui sobre as estradas. Viagens que fiz quando menor. Ainda não escrevi muito sobre as minhas experiências de asfalto. Mas vou chegar lá.
Hoje abro um espaço para falar sobre os motoristas em geral. A diferença entre os novos motoristas e os de alguns anos atrás.


São Cristóvão tem mais trabalho no Brasil

Nós vivíamos em estradas com menos densidade. Ok, nos feriados, descer para o litoral paulista, subir para a região dos lagos, no Rio, ou pegar a Free Way, no RS, sempre foram experiências de exercício à paciência. Mas, na média, não tínhamos estradas lotadas. São Cristóvão, o padroeiro dos motoristas, ilustra e abençoa este dia 25 de julho. Mas como ele tem trabalho nesse país. Sim, São Cristóvão tem vida mais folgada na Alemanha ou nos Estados Unidos do que no Brasil. Por quê?

Talvez porque não temos motoristas de qualidade, em grande quantidade, nem estradas dignas do custo das mesmas. Imagine você piscar um pouco mais longo, por cansaço, andar para o lado de fora da estrada e...

1. Cair num barranco (Brasil)
2. Ouvir um "prrrrrrrrrrrrr" e despertar, afinal, o carro colocou as rodas direitas na faixa de alto relevo que separa a pista do acostamento, nos Estado Unidos, ou em Portugal.
3. Ouvir um "prrrrrrrrr" e raspar um super guard-rail, na Alemanha

Sim, lá fora, São Cristóvão leva mais light sua missão.

Antigamente, se você cansava e dormia no volante, ziguezagueava até parar e acordava num acostamento. Hoje, em virtude da grande quantidade de veículos no leito da mesma estrada dos anos 60, o sonâmbulo dá apenas um zigue e bummmm! Bateu noutro carro de frente.

E os caminhoneiros? Numa coluna falei do quanto nos comunicávamos à noite na estrada: pisca à esquerda, não ultrapasse, à direita, siga livre... Os novatos dirigem carretas e... sabem nada os inocentes.

Mas tem muita gente boa na estrada. O mais importante, considerando o estado precário de grande parte delas, é a boa vontade do motorista em não beber e dirigir, em pensar no que o outro está pensando em fazer, no motociclista que procura os olhos do motorista de carro nos espelhos do mesmo para entender sua intenção e, o mais importante, "gentileza gera gentileza"!

Ser gentil no trânsito é o que todos nós devemos exercitar. Assim, damos muito mais força aos poderes de nosso Santo protetor.

Benção, São Cristóvão!



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Eduardo Giez Estima



Empresário apaixonado por motores como quase todos brasileiros.

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